Vandalismo em Pacaraima: Homem quebra vidraças e destrói caixa eletrônico da Caixa

Raniely Carvalho
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Episódio de vandalismo em Pacaraima revolta população. Um homem identificado como Maykon foi detido neste domingo (2) após quebrar vidraças, destruir um totem e danificar um caixa eletrônico da Caixa Econômica Federal, em Pacaraima, região Norte de Roraima, na fronteira com a Venezuela.

O caso causou grande repercussão entre os moradores, que registraram o episódio e enviaram vídeos às autoridades.

Segundo informações da Polícia Militar de Roraima (PMRR), o suspeito estava aparentemente sob efeito de substâncias químicas no momento da ação.

Ele utilizou pedras e pedaços de concreto para quebrar as vidraças e danificar os equipamentos eletrônicos da agência bancária.

Vandalismo em Pacaraima e confusão no centro

De acordo com o relatório policial, o homem que cometeu o vandalismo em Pacaraima chegou à agência da Caixa Econômica Federal visivelmente alterado e começou a arremessar pedras contra a fachada do prédio, atingindo as portas de vidro e o caixa eletrônico da Caixa em Pacaraima.

A ação de vandalismo em Pacaraima durou alguns minutos e só foi interrompida com a chegada da PM, acionada por moradores e funcionários do banco.

Durante a abordagem, o suspeito resistiu à prisão, obrigando os policiais a utilizarem técnicas de imobilização e contenção física.

Após ser controlado, ele foi levado à delegacia de Pacaraima para os procedimentos cabíveis.

Segundo os agentes, o homem demonstrava confusão mental e não soube explicar o motivo dos atos de vandalismo.
Nenhum valor em dinheiro foi levado, o que descarta a hipótese de tentativa de furto.

Prejuízos e danos à agência bancária

A agência da Caixa Econômica Federal de Pacaraima ficou com vidros estilhaçados, um totem de autoatendimento destruído e o caixa eletrônico inutilizado.

Funcionários da vigilância patrimonial foram acionados para isolar a área até a chegada da perícia técnica.

Apesar do prejuízo no Vandalismo em Pacaraima, a segurança da agência informou que não pretende representar criminalmente contra o homem, alegando que o caso será tratado como dano ao patrimônio e desordem pública.

Mesmo assim, a Polícia Civil informou que seguirá apurando o ocorrido para determinar se houve intenção criminosa ou surto psicológico.

A Caixa deve realizar uma avaliação estrutural e técnica dos danos nos próximos dias, para definir se o equipamento precisará ser substituído.

O que diz a lei sobre destruição de patrimônio público

De acordo com o Código Penal Brasileiro, danificar, inutilizar ou deteriorar coisa alheia constitui crime de dano (art. 163).

Quando o ato é praticado contra patrimônio público, o crime é considerado qualificado, podendo resultar em pena de até três anos de detenção e multa.

Se o autor estiver sob efeito de entorpecentes, a pena pode ser atenuada, desde que comprovado que ele não tinha plena capacidade de entender o caráter ilícito da ação. No entanto, em casos de resistência à prisão ou desacato, a responsabilização criminal é mantida.

Casos semelhantes têm se repetido em Roraima

Nos últimos meses, Roraima registrou aumento de ocorrências de vandalismo e depredação de prédios públicos, especialmente em Boa Vista e Pacaraima.

Entre os motivos mais comuns estão distúrbios causados por uso de drogas, surtos psicológicos e desentendimentos pessoais.

Em setembro, por exemplo, um homem foi detido em Boa Vista após invadir uma farmácia e quebrar vidros e prateleiras, também sob efeito de entorpecentes.

Segundo especialistas em segurança pública, o aumento de casos desse tipo reflete problemas sociais e de saúde mental agravados pela falta de atendimento especializado.

Dependência química e vulnerabilidade social

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), Pacaraima tem registrado crescimento de casos de dependência química, especialmente entre jovens e pessoas em situação de rua.

A cidade enfrenta forte pressão migratória e socioeconômica, o que sobrecarrega os serviços públicos e dificulta o acompanhamento de pessoas com transtornos mentais.

A ausência de centros de acolhimento e tratamento na região agrava o problema. Autoridades de saúde alertam que episódios como o registrado neste domingo podem se repetir se não houver reforço em políticas de atenção psicossocial e combate ao uso de drogas.

Enquanto o caso de vandalismo em Pacaraima segue sob investigação, a comunidade cobra ações preventivas e apoio para pessoas em situação de vulnerabilidade, a fim de evitar novas ocorrências semelhantes.

O que acontece quando alguém danifica um caixa eletrônico?

Danificar um caixa eletrônico é considerado dano qualificado ao patrimônio público, com pena prevista de 1 a 3 anos de detenção e multa.
Se o crime for cometido em instituições financeiras públicas, como a Caixa, pode haver agravamento da pena, dependendo do prejuízo causado.
Mesmo que a vítima (no caso, o banco) não queira representar, o Ministério Público pode denunciar o caso por se tratar de um bem público.

E se o autor estiver sob efeito de drogas?

O uso de substâncias químicas não isenta automaticamente o autor de responsabilidade criminal.
Apenas se comprovado que o indivíduo estava totalmente incapaz de compreender seus atos é que pode haver redução de pena ou aplicação de medida de tratamento.
Caso contrário, ele responde normalmente pelo crime.

O que significa resistência à prisão?

A resistência à prisão ocorre quando o suspeito tenta impedir, com violência ou ameaça, que a autoridade policial cumpra uma ordem legal (art. 329 do Código Penal).
A pena é de 2 meses a 2 anos de detenção, além das sanções pelos outros crimes cometidos.

A agência da Caixa precisa registrar ocorrência para o caso prosseguir?

Não necessariamente.
Como se trata de patrimônio público federal, o caso pode ser investigado independentemente de representação da instituição, uma vez que o dano é contra o Estado.
A Polícia Federal pode ser acionada caso seja identificada destruição de bens vinculados à Caixa Econômica Federal.

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Raniely Carvalho é jornalista, fundadora e editora-chefe do Portal Raniely Carvalho. Natural de Boa Vista (RR), é formada pela Faculdade Atual da Amazônia e pela Estácio de Roraima. Com registro profissional (DRT 421/RR), atua há anos como repórter em emissoras locais e produz conteúdo focado em jornalismo regional, segurança pública e temas de interesse social.
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