Agressão contra mulher em Boa Vista: Ex-namorada é agredida junto com amiga em Boa Vista; caso será investigado pela Polícia Civil

Raniely Carvalho
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Mais um caso de Agressão contra mulher em Boa Vista. Uma mulher identificada como Raiane e uma amiga registraram boletim de ocorrência após serem brutalmente agredidas pelo ex-companheiro da vítima e por outro homem, identificado como Paulo, na noite desta quinta-feira (6), em Boa Vista.

O caso de Agressão contra mulher em Boa Vista, que já está sendo investigado pela Polícia Civil de Roraima, é mais um episódio de violência contra a mulher na capital.

Agressão contra mulher em Boa Vista: o que aconteceu

De acordo com o boletim registrado pela vítima, Raiane relatou que entrou em contato com o ex-namorado, Luan Carlos, pedindo que ele deixasse uma máquina de lavar roupas do lado de fora da casa, pois ela pretendia buscar o eletrodoméstico.

Ao chegar ao local, o equipamento não estava na frente da residência. Raiane então chutou o portão, que acabou se quebrando, e entrou para buscar a máquina, levando-a no carro com a ajuda da amiga.

Pouco depois, Luan e Paulo — informados sobre o ocorrido — seguiram o carro de Raiane, fecharam o veículo na rua e desceram para agredi-la, junto com a amiga que a acompanhava.

Populares impediram agressão

Testemunhas que passavam pelo local afirmaram que as mulheres foram puxadas com violência, recebendo socos e empurrões, até que pessoas próximas intervieram para cessar as agressões.

As vítimas apresentavam hematomas e ferimentos nos ombros, cotovelos e pés. Após a intervenção de populares, os agressores fugiram do local.

O caso de Agressão contra mulher em Boa Vistafoi registrado na Polícia Civil e será investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), que deve ouvir as vítimas e testemunhas para esclarecer as circunstâncias do crime.

Agressão contra mulher Boa Vista: violência doméstica e penalidades previstas

Casos de agressão em Boa Vista como o de Raiane são enquadrados na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), que protege mulheres vítimas de violência física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.

Dependendo da gravidade das lesões e do contexto da relação entre agressor e vítima, o crime pode resultar em prisão preventiva, medidas protetivas de urgência e pena de até 3 anos de reclusão.

“Mesmo quando o casal já não está junto, a violência praticada por um ex-companheiro ainda é considerada doméstica, pois há vínculo afetivo anterior”, explica uma jurista especializada em direito de família.

O que fazer em casos de agressão

Denuncie imediatamente

  • Ligue para o 190 (Polícia Militar) ou procure a DEAM (Delegacia da Mulher) mais próxima.

  • Também é possível registrar boletim de ocorrência on-line pelo site da Polícia Civil de Roraima.

Busque atendimento médico

Mesmo que os ferimentos pareçam leves, é importante ir a um hospital para registro de laudos e fotos das lesões, provas essenciais no processo judicial.

Solicite medidas protetivas

A vítima pode pedir ao juiz medidas de afastamento do agressor, proibição de contato e proteção policial em caso de ameaça.

A Polícia Civil de Roraima reforça que qualquer pessoa pode ajudar, seja alertando as autoridades ou oferecendo apoio emocional e prático às vítimas.

A agressão contra mulher em Boa Vista é tratada com extrema seriedade pelos órgãos públicos e amparada por um robusto conjunto de leis e políticas públicas. A principal delas é a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), que prevê medidas protetivas de urgência, assistência integral à vítima e punições severas aos agressores.

Além do respaldo jurídico, Boa Vista conta com uma rede de apoio social que inclui a Casa da Mulher Brasileira, o CREAS e a Defensoria Pública, que oferecem acolhimento, acompanhamento psicológico e orientação jurídica gratuita.

Como o governo atua nesses casos

O governo estadual, em parceria com a Polícia Civil e o Ministério Público, realiza campanhas de conscientização e programas de capacitação para servidores, a fim de garantir um atendimento humanizado às vítimas e fortalecer o enfrentamento à violência doméstica.

O que caracteriza violência doméstica?

A violência doméstica ocorre quando há qualquer tipo de agressão física, psicológica, moral, patrimonial ou sexual entre pessoas com vínculo familiar ou afetivo.

O que é uma medida protetiva?

É uma decisão judicial que obriga o agressor a se afastar da vítima e evita contato por telefone, mensagens ou redes sociais. O descumprimento pode resultar em prisão imediata.

Como a vítima deve proceder após o ataque?

Registrar boletim de ocorrência, buscar atendimento médico e procurar a Defensoria Pública ou a Casa da Mulher Brasileira (em Boa Vista) para acompanhamento jurídico e psicológico.

Denunciar é seguro?

Sim. As denúncias podem ser anônimas e há proteção policial para vítimas e testemunhas. O sigilo é garantido por lei.

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Raniely Carvalho é jornalista, fundadora e editora-chefe do Portal Raniely Carvalho. Natural de Boa Vista (RR), é formada pela Faculdade Atual da Amazônia e pela Estácio de Roraima. Com registro profissional (DRT 421/RR), atua há anos como repórter em emissoras locais e produz conteúdo focado em jornalismo regional, segurança pública e temas de interesse social.
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