Uma tentativa de feminicídio em São Gonçalo chocou moradores do bairro Galo Branco. A estudante Alana Anísio Rosa, de 20 anos, foi atacada dentro da própria residência e sofreu ferimentos graves após ser golpeada diversas vezes. O suspeito, Luiz Felipe Sampaio, foi preso pouco depois do crime.
A investigação aponta que o agressor teria desenvolvido comportamento obsessivo após contato com a vítima por redes sociais e após vê-la frequentar uma academia da região.
Tentativa de feminicídio em São Gonçalo ocorreu após recusa da vítima
Segundo a polícia, Alana não mantinha relação com o suspeito e havia deixado claro que não pretendia iniciar namoro. Mesmo assim, ele seguiu insistindo e chegou a circular nas proximidades da casa dias antes do ataque.
Na noite do crime, o homem invadiu a residência e desferiu mais de 15 golpes de faca contra a jovem, atingindo rosto e outras partes do corpo. Familiares relataram cortes profundos e lesões extensas. A tentativa de feminicídio em São Gonçalo ganhou repercussão pela violência empregada.
Mãe chegou durante o ataque e polícia foi acionada
A mãe da vítima chegou ao local no momento da agressão e acionou as forças de segurança. A rápida comunicação contribuiu para a localização e prisão do suspeito em seguida.
Alana foi socorrida em estado grave e levada a uma unidade hospitalar, onde recebeu atendimento emergencial e segue sob cuidados médicos. O quadro clínico não foi detalhado até o fechamento desta matéria.
Caso é investigado como tentativa de feminicídio
A ocorrência foi registrada como tentativa de feminicídio, tipificação aplicada quando a violência decorre de condição de gênero e da não aceitação da recusa da vítima. A Polícia Civil do Rio de Janeiro conduz as apurações.
O suspeito permanece à disposição da Justiça. A tentativa de feminicídio em São Gonçalo segue sob investigação para esclarecimento completo da dinâmica e das circunstâncias.
Repercussão e alerta sobre violência contra a mulher
O episódio gerou ampla reação nas redes sociais e na imprensa. Entidades de defesa das mulheres reforçaram a necessidade de denúncia em casos de perseguição, ameaça ou violência.
A tentativa de feminicídio em São Gonçalo reacende o debate sobre riscos associados à recusa de relacionamentos e à escalada de agressões.
Como funciona a lei do feminicídio no Brasil
A lei do feminicídio está prevista no artigo 121 do Código Penal e classifica como crime qualificado o homicídio praticado contra a mulher em razão do gênero. A legislação reconhece que esse tipo de violência ocorre em contextos específicos, marcados por desigualdade, controle, perseguição, rejeição ou violência doméstica.
O feminicídio se caracteriza quando o crime envolve violência doméstica ou familiar, menosprezo ou discriminação à condição feminina. Mesmo quando a vítima sobrevive, como nos casos de agressão grave, a conduta pode ser enquadrada como tentativa de feminicídio, com penas elevadas.
A pena prevista varia de 12 a 30 anos de prisão, podendo aumentar quando o crime é cometido na presença de familiares, contra mulheres grávidas, menores de idade ou em situações de extrema crueldade.
Nos casos investigados como tentativa, a Justiça avalia elementos como histórico de perseguição, ameaças anteriores, obsessão, invasão de domicílio e a gravidade das agressões. A recusa da vítima em manter relacionamento ou contato também é considerada fator relevante na caracterização do crime.
A aplicação da lei busca responsabilizar o agressor de forma mais rigorosa e reforçar a proteção às mulheres em situações de risco, reconhecendo que a violência de gênero segue sendo uma das principais causas de mortes e tentativas de homicídio no país.
Quem é a vítima?
Alana Anísio Rosa, estudante de 20 anos.
Onde ocorreu o ataque?
No bairro Galo Branco, em São Gonçalo (RJ).
Qual a motivação apontada pela investigação?
Não aceitação da recusa da vítima a um relacionamento.
O suspeito foi preso?
Sim. Ele foi localizado e detido após o ataque.
Como o caso foi enquadrado?
Como tentativa de feminicídio.
