Assembleia derruba veto e aprova uso de câmaras de bronzeamento em Roraima mesmo com proibição nacional

Raniely Carvalho
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A Assembleia Legislativa de Roraima derrubou, nesta terça-feira (17), o veto do governador Antonio Denarium e aprovou a regulamentação do uso de câmaras de bronzeamento em Roraima.

A decisão foi tomada por 14 votos e agora o projeto segue para promulgação pelo presidente da Casa, deputado Soldado Sampaio.

O tema das câmaras de bronzeamento em Roraima gerou forte debate, principalmente por envolver uma atividade proibida em âmbito nacional pela Anvisa.

Projeto define regras para funcionamento da atividade

O projeto, de autoria dos deputados Marcos Jorge e Odilon, estabelece critérios para o funcionamento das câmaras de bronzeamento em Roraima.

Entre as exigências previstas estão:

  • capacitação dos profissionais que operam os equipamentos
  • definição de regras para funcionamento dos espaços
  • organização da atividade no estado

Os parlamentares defendem que a regulamentação das câmaras de bronzeamento em Roraima pode trazer mais controle e segurança jurídica para quem atua no setor.

Decisão ocorre após operação policial e denúncias

A aprovação acontece poucos dias após a Polícia Civil realizar a operação “Marquinha Proibida”, que resultou na apreensão de 18 máquinas.

A ação foi motivada por denúncia de uma cliente que sofreu queimaduras graves após procedimento.

O caso reacendeu o debate sobre os riscos das câmaras de bronzeamento em Roraima e a legalidade da atividade.

Governo havia vetado projeto por conflito com norma federal

Ao vetar o projeto, o governador Antonio Denarium argumentou que o uso de câmaras de bronzeamento em Roraima entra em conflito com normas nacionais.

Segundo o governo, a atividade é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e não poderia ser flexibilizada por legislação estadual.

Mesmo assim, os deputados decidiram derrubar o veto e manter a proposta.

Câmaras de bronzeamento em Roraima e o que diz a lei nacional

O uso de equipamentos de bronzeamento artificial com radiação ultravioleta é proibido no Brasil desde 2009, por meio da Resolução nº 56 da Anvisa.

A norma determina a proibição da fabricação, comercialização e uso desses aparelhos para fins estéticos, devido aos riscos à saúde.

Entre os principais problemas associados estão:

  • aumento do risco de câncer de pele
  • queimaduras graves
  • envelhecimento precoce da pele
  • danos aos olhos

No caso das câmaras de bronzeamento em Roraima, a decisão da Assembleia levanta um debate jurídico, já que leis estaduais não podem contrariar normas federais e regulatórias.

Especialistas apontam que situações como essa podem ser questionadas na Justiça, especialmente quando envolvem regras sanitárias nacionais.

Por que há conflito entre lei estadual e federal?

No Brasil, existe uma hierarquia de normas.

Leis estaduais devem respeitar regras estabelecidas em âmbito federal, especialmente quando envolvem:

  • saúde pública
  • vigilância sanitária
  • segurança da população

Por isso, a tentativa de regulamentar as câmaras de bronzeamento em Roraima pode enfrentar questionamentos jurídicos, já que a Anvisa mantém a proibição em todo o território nacional.

O que foi aprovado pela Assembleia?

A regulamentação do uso de câmaras de bronzeamento artificial em Roraima.

Por que o governo vetou o projeto?

Porque a atividade é proibida pela Anvisa em todo o Brasil.

A atividade é legal no país?

Não. O bronzeamento artificial com radiação UV é proibido desde 2009.

O projeto pode ser questionado?

Sim. Especialistas apontam possível conflito com normas federais.

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Raniely Carvalho é jornalista, fundadora e editora-chefe do Portal Raniely Carvalho. Natural de Boa Vista (RR), é formada pela Faculdade Atual da Amazônia e pela Estácio de Roraima. Com registro profissional (DRT 421/RR), atua há anos como repórter em emissoras locais e produz conteúdo focado em jornalismo regional, segurança pública e temas de interesse social.
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