O condenado por matar homem após defender cachorro foi preso em Boa Vista após passar cerca de um ano sendo monitorado pela Delegacia de Polícia Interestadual (Polinter). O motorista, de 33 anos, foi localizado no bairro Cidade Satélite, na zona Oeste da capital, e já foi encaminhado ao sistema prisional para cumprir a pena de 14 anos de prisão em regime fechado.
A prisão foi divulgada nesta sexta-feira (24). O homem havia sido condenado pelo assassinato de Marcelo da Silva Lucena, morto a tiros em março de 2022, no bairro Santa Luzia.
Condenado por matar homem após defender cachorro ficou foragido por cerca de um ano
Segundo a Polícia Civil, equipes da Polinter realizaram diversas diligências para localizar o condenado, que era considerado foragido da Justiça.
De acordo com o delegado Vinícius Souza, o homem vinha sendo monitorado há aproximadamente um ano até ser encontrado no bairro Cidade Satélite.
Após a prisão, ele foi levado para a sede da Polinter, passou por audiência de custódia, teve a prisão homologada pela Justiça e, em seguida, foi encaminhado ao sistema prisional para iniciar o cumprimento da pena.
Crime aconteceu após discussão por causa de um cachorro
O homicídio ocorreu na noite de 1º de março de 2022, no bairro Santa Luzia, em Boa Vista.
Segundo as investigações da Polícia Civil, o acusado caminhava em frente à residência de Marcelo da Silva Lucena quando foi cercado por três cães.
Na tentativa de afastar os animais, ele arremessou uma pedra em direção a um dos cachorros.
Ao presenciar a cena, Marcelo confrontou o homem por causa da agressão ao animal. Após a discussão, o suspeito deixou o local.
Pouco tempo depois, porém, ele retornou armado e efetuou três disparos contra a vítima.
Marcelo foi atingido no tórax, no abdômen e na perna. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
Júri condenou acusado por homicídio qualificado
O condenado por matar homem após defender cachorro foi julgado pelo Tribunal do Júri, que reconheceu a prática de homicídio qualificado.
Conforme a decisão, os jurados entenderam que o crime foi cometido por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.
Com isso, o motorista recebeu pena de 14 anos de prisão em regime fechado.
O que acontece após a prisão?
Depois de ser localizado pela Polinter, o condenado foi conduzido para os procedimentos legais.
Após a audiência de custódia, a Justiça manteve a prisão e determinou o cumprimento da pena imposta na condenação.
Ele permanecerá no sistema prisional conforme a sentença.
Resumo do caso
| Informação | Detalhes |
| Crime | Homicídio qualificado |
| Vítima | Marcelo da Silva Lucena |
| Data do crime | 1º de março de 2022 |
| Local | Bairro Santa Luzia, Boa Vista |
| Motivo da discussão | Agressão a um cachorro |
| Pena | 14 anos de prisão |
| Prisão | Bairro Cidade Satélite |
| Investigação | Polinter |
Qual a diferença entre homicídio doloso e homicídio culposo?
O homicídio doloso ocorre quando o autor tem a intenção de matar ou assume o risco de causar a morte da vítima.
Já o homicídio culposo acontece quando não existe intenção de matar. Nesses casos, a morte é resultado de imprudência, negligência ou imperícia.
No caso de Marcelo da Silva Lucena, a Justiça condenou o réu por homicídio qualificado, uma forma de homicídio doloso em que estão presentes circunstâncias agravantes previstas na legislação, como motivo torpe ou recurso que dificulte a defesa da vítima.
Quem foi preso em Boa Vista?
Um motorista de 33 anos condenado pelo assassinato de Marcelo da Silva Lucena.
Por que o crime aconteceu?
Segundo a Polícia Civil, a discussão começou após o condenado arremessar uma pedra contra um cachorro. Marcelo confrontou o homem e, pouco depois, foi baleado.
Quando ocorreu o homicídio?
O crime aconteceu em 1º de março de 2022, no bairro Santa Luzia, em Boa Vista.
Qual foi a pena aplicada ao condenado?
Ele foi condenado a 14 anos de prisão em regime fechado por homicídio qualificado.
Quem realizou a prisão?
A prisão foi realizada pela Delegacia de Polícia Interestadual (Polinter), após cerca de um ano de diligências para localizar o condenado.
