A candidata ao Senado Federal pelo MDB, Teresa Surita, alertou para os índices críticos de saneamento básico durante visitas aos municípios de Amajari e Cantá nesta semana. Com foco na busca por recursos federais, a pauta central da agenda política foi a necessidade urgente de expansão da rede de água tratada no interior de Roraima, onde nove dos 15 municípios possuem menos da metade de suas populações atendidas pelo serviço essencial.
A ex-prefeita de Boa Vista ressaltou que a falta de infraestrutura básica afeta diretamente a saúde pública e o desenvolvimento humano das famílias roraimenses, assumindo o compromisso de utilizar o mandato legislativo para reverter o déficit sanitário nos municípios mais afastados da capital.
Baixos índices em Amajari e Cantá evidenciam a crise de água tratada no interior de Roraima
Durante o discurso no município de Cantá, a candidata destacou que metade dos habitantes vive sem o recurso adequado, com apenas 2% de cobertura de esgoto e cerca de 400 residências sem banheiros estruturados. Em Amajari, a situação é classificada como ainda mais severa: indicadores apontam que apenas 27% da população recebe o abastecimento regular, tornando a garantia de água tratada no interior de Roraima uma questão de sobrevivência. O município de Amajari figura hoje entre os três piores do Brasil em qualidade de vida, acumulando um déficit de cinco mil casas sem instalações sanitárias.
Do ponto de vista orçamentário e legislativo, a superação desse cenário de precariedade esbarra em mecanismos que dependem de forte atuação no Congresso Nacional:
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Novo Marco Legal do Saneamento Básico (Lei 14.026/2020): A legislação federal estabelece metas de universalização até 2033, exigindo que 99% da população tenha acesso à água potável e 90% à coleta e tratamento de esgoto.
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Emendas Parlamentares (Artigo 166 da CF/88): A captação de recursos federais pelo Senado é a principal via para financiar obras de alto custo, como estações de tratamento, perfuração de poços artesianos e expansão de redes coletoras em municípios com baixa arrecadação própria.
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Saúde Preventiva e Redução de Custos: A ausência de saneamento eleva as taxas de internação por doenças de veiculação hídrica (como diarreias e infecções parasitárias), sobrecarregando a rede estadual de saúde.
Compromisso com o desenvolvimento rural e estrutural
Teresa Surita assegurou que o mandato de oito anos no Senado será suficiente para articular frentes de trabalho voltadas à reconstrução de pontes, envio de recursos para escolas, apoio ao pequeno agricultor e à universalização da água tratada no interior de Roraima. A candidata classificou a atuação social e estrutural como uma obrigação governamental inegociável para tirar os municípios roraimenses do isolamento e da extrema vulnerabilidade.
O acompanhamento das propostas de infraestrutura dos candidatos ao Congresso Nacional segue em destaque na cobertura das Eleições 2026.
Quais são os índices de saneamento no município de Amajari segundo a candidata?
Em Amajari, apenas 27% da população tem acesso à água tratada e 5% possui coleta de esgoto. O município acumula um déficit de cinco mil residências sem banheiros.
Como está a situação do saneamento básico em Cantá?
No Cantá, metade da população não recebe abastecimento de água tratada, a rede de esgoto atende apenas 2% dos moradores e há o registro de 400 casas sem banheiros.
Como Teresa Surita pretende resolver o problema caso seja eleita ao Senado?
A candidata planeja utilizar sua posição no Senado Federal para articular e destinar recursos da União diretamente para a perfuração de poços artesianos e obras de saneamento, escolas e estradas vicinais.
