Tenente-coronel preso em Boa Vista após agredir família e atirar em idoso

Raniely Carvalho
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A Polícia Civil de Roraima (PCRR) informou que, na noite do último domingo (19), um tenente-coronel preso em Boa Vista foi apresentado no Plantão Central Especializado, na sede da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM).O militar, identificado como K.Y.N., de 46 anos, foi detido após agredir familiares e disparar contra o sogro, de 69 anos, em uma Vila Militar no bairro São Francisco.

De acordo com o boletim, a Polícia Militar foi acionada por volta das 19h30, quando um homem pediu socorro em via pública relatando que o pai havia sido atingido por disparos de arma de fogo efetuados por seu cunhado, o tenente-coronel.

As informações preliminares indicam que o militar agrediu a esposa, de 42 anos, e a filha do casal durante uma discussão. Ao perceber que a mãe estava ferida, a jovem pediu ajuda ao tio e ao avô, que foram até o local.
Durante a tentativa de defender a irmã, o homem, de 34 anos, entrou em luta corporal com o militar, momento em que ocorreram os disparos.

O idoso foi atingido e socorrido com urgência. Já o tenente-coronel foi detido por uma guarnição da PM e apresentado à Polícia Civil, que instaurou procedimento de flagrante.

O caso segue sob investigação e deverá ser acompanhado também pela Justiça Militar, em razão da patente do acusado.

Tenente-coronel preso em Boa Vista: violência doméstica e crime militar

O episódio que resultou no tenente-coronel preso em Boa Vista envolve tanto crimes comuns, como tentativa de homicídio e lesão corporal, quanto violência doméstica, o que amplia o alcance das investigações.
Além do flagrante lavrado pela Delegacia da Mulher (DEAM), o caso pode ter desdobramentos na Justiça Militar da União, conforme prevê o Código Penal Militar.

Autoridades reforçam que, mesmo em casos envolvendo integrantes das Forças Armadas, as leis de proteção às vítimas de violência doméstica e familiar continuam válidas, especialmente no âmbito da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006).

Responsabilidade e proteção

Este caso do tenente-coronel preso em Boa Vista amplia o compromisso das forças de segurança de Roraima em coibir qualquer tipo de violência doméstica, independentemente da posição social ou profissional do agressor.

A Polícia Civil destacou que o caso segue em investigação e que a prioridade é garantir a proteção das vítimas e a aplicação da lei de forma rigorosa e imparcial.

O que caracteriza violência doméstica?

Violência doméstica inclui qualquer ato de agressão física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral praticado contra pessoas no ambiente familiar, não apenas contra mulheres, mas também idosos e crianças.

Como denunciar casos de agressão em Boa Vista?

As denúncias podem ser feitas pelos seguintes canais:

190 (Polícia Militar) – para casos em andamento ou de urgência.

197 (Polícia Civil) – para denúncias anônimas.

180 (Central de Atendimento à Mulher) – canal nacional gratuito e sigiloso.

DEAM (Delegacia da Mulher) – localizada na Av. Ville Roy, Centro Cívico, Boa Vista.

O que é uma medida protetiva?

É uma decisão judicial que proíbe o agressor de se aproximar ou manter contato com a vítima, podendo também determinar o afastamento do lar e a suspensão do porte de armas.
As medidas são solicitadas na DEAM e podem ser concedidas em até 48 horas.

O que fazer se o agressor for militar?

Casos envolvendo militares devem ser comunicados tanto à Polícia Civil quanto à instituição de origem (Exército, PM, Corpo de Bombeiros etc.), pois o agressor poderá responder simultaneamente na Justiça Comum e na Justiça Militar.

Como buscar apoio psicológico e social?

Em Boa Vista, a vítima pode procurar:

Centro de Referência da Mulher – apoio jurídico e psicológico gratuito;

CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social);

Defensoria Pública de Roraima – atendimento gratuito para medidas judiciais.

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Raniely Carvalho é jornalista, fundadora e editora-chefe do Portal Raniely Carvalho. Natural de Boa Vista (RR), é formada pela Faculdade Atual da Amazônia e pela Estácio de Roraima. Com registro profissional (DRT 421/RR), atua há anos como repórter em emissoras locais e produz conteúdo focado em jornalismo regional, segurança pública e temas de interesse social.
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