Um vendedor de carros suspeito de golpes em Roraima tornou-se alvo de uma investigação da Polícia Civil depois que 34 boletins de ocorrência foram registrados contra ele em aproximadamente um mês e meio. O investigado é Victor Gabriel Alves Amaral, de 25 anos, que trabalhava com a negociação de veículos em Boa Vista.
Segundo a Polícia Civil, há suspeitas de que a relação de confiança estabelecida durante as negociações tenha sido usada para obter documentos e procurações de clientes. A investigação apura operações envolvendo financiamentos e negociações de automóveis.
Victor foi alvo da Operação Rede Carga, durante a qual foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços nos bairros Asa Branca e Caranã, na zona Oeste da capital.
Apesar da investigação, Victor não foi preso e responde ao procedimento em liberdade. A defesa afirma que ele vem colaborando com as autoridades e contesta parte das acusações divulgadas sobre o caso.
Quem é o vendedor de carros suspeito de golpes em Roraima?
Victor Gabriel Alves Amaral tem 25 anos e, conforme a Polícia Civil, atuava como vendedor em uma loja de veículos de Boa Vista.
A atividade profissional teria permitido que ele tivesse contato direto com documentos e informações pessoais apresentados por clientes durante processos de compra e venda.
Polícia investiga uso de documentos e procurações
De acordo com a versão apresentada pela Polícia Civil, o investigado conquistava a confiança de pessoas interessadas em comprar ou vender automóveis.
A polícia apura se documentos e procurações obtidos nesse contexto foram posteriormente utilizados em operações sem autorização dos titulares.
Entre as suspeitas divulgadas pela investigação está a realização de financiamentos de veículos em nome de clientes.
A defesa, por sua vez, afirma que algumas informações divulgadas sobre a investigação não correspondem ao objeto do procedimento policial, especialmente as alegações relacionadas à abertura de contas bancárias e solicitação de cartões de crédito em nome de terceiros.
Polícia apura veículos vendidos sem repasse do dinheiro
Outra frente da investigação envolve negociações nas quais o vendedor teria intermediado a venda de veículos pertencentes a outras pessoas.
Segundo o delegado Leonardo Michell, responsável pela investigação, a suspeita é de que alguns automóveis tenham sido negociados sem que os proprietários recebessem posteriormente os valores correspondentes.
De acordo com o delegado, a confiança criada entre vendedor e cliente seria uma parte importante da dinâmica investigada.
Delegado explica suspeita investigada
Conforme a Polícia Civil, o investigado teria acesso a procurações e documentos em razão da própria atividade comercial.
A apuração agora busca reconstruir cada negociação para identificar quais operações foram autorizadas pelos clientes e quais eventualmente podem ter ocorrido sem conhecimento ou consentimento deles.
Esse trabalho também será importante para determinar a extensão financeira dos casos investigados.
34 boletins de ocorrência foram registrados contra o investigado
Um dos números que mais chama atenção no caso é a quantidade de registros policiais em um período relativamente curto.
Segundo a Polícia Civil, 34 boletins de ocorrência foram registrados contra Victor entre 15 de junho e 4 de agosto de 2026, intervalo de aproximadamente um mês e meio.
A existência dos boletins, contudo, não significa condenação. Os fatos descritos em cada registro precisam ser investigados individualmente pelas autoridades.
Oito ocorrências já viraram inquéritos policiais
Dos 34 registros, oito resultaram na instauração de inquéritos policiais, segundo as informações divulgadas.
Os procedimentos estão sob responsabilidade da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DRRFVAT).
A Polícia Civil também trabalha com a possibilidade de existirem outras pessoas que tenham realizado negociações semelhantes e ainda não procuraram uma delegacia.
Operação contra vendedor de carros suspeito de golpes em Roraima
A investigação resultou no cumprimento de dois mandados de busca e apreensão em Boa Vista.
As ordens foram autorizadas pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Boa Vista e cumpridas em imóveis relacionados ao investigado nos bairros Asa Branca e Caranã.
A finalidade das buscas foi obter novos elementos que permitam confrontar os relatos apresentados nos boletins de ocorrência com documentos, contratos e informações digitais.
O que a polícia apreendeu?
Durante as diligências, foram recolhidos materiais que agora devem passar por análise dos investigadores.
Entre eles estão:
- documentos;
- contratos;
- procurações;
- aparelhos e equipamentos eletrônicos.
A Justiça também autorizou a extração de dados dos dispositivos relacionados à investigação.
A defesa sustenta que o aparelho celular recolhido durante a diligência já havia sido disponibilizado voluntariamente por Victor anteriormente para extração de informações.
Victor Gabriel está preso?
Não. O vendedor de carros suspeito de golpes em Roraima permanece em liberdade enquanto as investigações continuam.
Segundo a nota divulgada pela defesa, houve representação pela prisão preventiva do investigado, mas o pedido não foi acolhido pelo Poder Judiciário.
A Justiça autorizou as medidas de busca e apreensão.
A manutenção do investigado em liberdade não representa conclusão sobre culpa ou inocência. Os inquéritos seguem em andamento e as autoridades ainda analisam os elementos reunidos.
Defesa afirma que Victor Gabriel colaborou com investigação
A defesa de Victor Gabriel Alves Amaral afirma que ele vem colaborando com as autoridades desde o início das apurações.
Segundo o advogado Igor Lyniker Meneses Cavalcante Gomes, o investigado compareceu quando intimado, apresentou documentos e disponibilizou voluntariamente o celular para extração de dados.
Defesa contesta acusações sobre contas e cartões
A defesa também repudiou especificamente as informações de que Victor teria aberto contas bancárias ou solicitado cartões de crédito em nome de terceiros.
Segundo o advogado, essas alegações não fariam parte do objeto da investigação.
Em nota, a defesa declarou confiar que os fatos serão esclarecidos durante o andamento das apurações, com respeito ao devido processo legal e às garantias constitucionais.
O que é a Operação Rede Carga?
A Operação Rede Carga é uma iniciativa nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública voltada ao enfrentamento de crimes patrimoniais relacionados a veículos e cargas.
Em Roraima, as diligências foram executadas pela Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores, com apoio da Delegacia de Polícia Interestadual (Polinter).
A operação permitiu o cumprimento das medidas judiciais relacionadas aos casos investigados em Boa Vista.
Polícia busca identificar possíveis novas vítimas
Com dezenas de boletins já registrados, a Polícia Civil tenta descobrir se outras pessoas podem ter realizado negociações semelhantes com o investigado.
A orientação é que eventuais vítimas procurem a DRRFVAT e formalizem a denúncia por meio de boletim de ocorrência.
A delegacia fica na Rua Ajuricaba, nº 426, Centro de Boa Vista.
Novos registros podem ajudar os investigadores a comparar a forma de atuação relatada pelas vítimas e identificar eventuais conexões entre diferentes negociações.
FAQ — vendedor de carros suspeito de golpes em Roraima
Quantos boletins de ocorrência foram registrados?
Segundo a Polícia Civil, foram registrados 34 boletins de ocorrência entre 15 de junho e 4 de agosto de 2026. Oito deles já resultaram na abertura de inquéritos policiais.
Victor Gabriel Alves Amaral foi preso?
Não. Victor Gabriel foi alvo de mandados de busca e apreensão, mas permanece em liberdade. A defesa informou que um pedido de prisão preventiva não foi acolhido pela Justiça.
Quais são as principais suspeitas investigadas?
A Polícia Civil apura suspeitas relacionadas a negociações de veículos, uso de documentos e procurações, financiamentos e possível retenção de valores de automóveis negociados. A defesa contesta parte das alegações divulgadas e afirma que o investigado está colaborando com as autoridades.
Investigação continua
O caso do vendedor de carros suspeito de golpes em Roraima permanece sob investigação, e o material obtido durante as buscas deve ajudar a Polícia Civil a esclarecer as denúncias.
A quantidade de boletins registrados não representa, por si só, comprovação de responsabilidade criminal. Caberá à investigação reunir provas sobre cada episódio e, posteriormente, ao Ministério Público e ao Judiciário adotarem as medidas cabíveis de acordo com os elementos produzidos.
A defesa afirma que Victor Gabriel Alves Amaral confia no esclarecimento dos fatos e reforça que ele permanece à disposição das autoridades.
