Os nomes dos parlamentares de Roraima passaram a circular intensamente nas redes sociais após a divulgação de uma proposta apresentada no Congresso Nacional que prevê um período de transição de até 10 anos para o fim da escala 6×1.
Entre os deputados citados estão:
- Pastor Diniz (União Brasil)
- Nicoletti (PL)
Os dois aparecem entre os apoiadores da proposta articulada por parlamentares do Centrão, que tenta alterar o texto relacionado à redução da jornada de trabalho no Brasil.

A repercussão aumentou porque a proposta também abre espaço para jornadas semanais que poderiam chegar a 52 horas em determinados setores durante o período de adaptação.

O que prevê a proposta apoiada pelos deputados
A discussão ocorre em meio à tramitação da PEC que pretende:
- acabar com a escala 6×1;
- reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas;
- garantir dois dias de descanso semanal;
- manter os salários sem redução.
No entanto, a emenda articulada por setores do Centrão prevê:
- transição de até 10 anos;
- flexibilização das regras trabalhistas;
- redução da contribuição patronal ao FGTS;
- isenção de alguns encargos;
- fortalecimento de acordos coletivos.
A movimentação colocou os deputados de Roraima que votaram para adiar o fim da escala 6×1 por 10 anos no centro do debate político nacional.
Deputados de Roraima que votaram para adiar o fim da escala 6×1 por 10 anos defendem flexibilização
A proposta foi apresentada pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS) e conta com apoio de setores empresariais e parlamentares ligados ao Centrão.
Segundo a articulação política em Brasília, o texto busca criar uma “transição gradual” para evitar impactos econômicos imediatos em setores como:
- comércio;
- indústria;
- telecomunicações;
- saúde;
- varejo.
A proposta prevê ainda redução da alíquota do FGTS de 8% para 4% em determinados casos.
Jornada de até 52 horas gera críticas
Um dos pontos que mais gerou repercussão foi a possibilidade de jornadas mais extensas em determinados modelos de compensação durante o período de transição.
Críticos da proposta afirmam que isso pode:
- aumentar a precarização;
- ampliar desgaste físico e mental;
- dificultar a qualidade de vida dos trabalhadores.
Nas redes sociais, usuários passaram a compartilhar os nomes dos deputados de Roraima que votaram para adiar o fim da escala 6×1 por 10 anos, criticando o posicionamento dos parlamentares.
Congresso tenta dividir proposta em duas etapas
Segundo bastidores políticos, a estratégia do Congresso é dividir a discussão em:
PEC
Responsável por definir:
- fim da escala 6×1;
- jornada máxima de 40 horas;
- escala mínima 5×2.
Projeto de Lei
Responsável por regulamentar:
- categorias específicas;
- exceções;
- regras de transição;
- flexibilizações trabalhistas.
A ideia é acelerar a aprovação da parte principal e deixar temas mais polêmicos para debates posteriores.
Proposta divide trabalhadores e empresários
Enquanto sindicatos e movimentos trabalhistas defendem o fim imediato da escala 6×1, entidades empresariais demonstram preocupação com:
- aumento de custos;
- necessidade de novas contratações;
- impacto na produtividade;
- reajustes operacionais.
Empresários argumentam que alguns setores não conseguiriam se adaptar rapidamente.
Por outro lado, trabalhadores defendem que jornadas longas prejudicam:
- saúde mental;
- convívio familiar;
- descanso;
- produtividade.
Repercussão política em Roraima
A divulgação dos nomes dos deputados de Roraima que votaram para adiar o fim da escala 6×1 por 10 anos gerou forte repercussão política no estado.
Internautas passaram a questionar:
- o posicionamento dos parlamentares;
- os impactos da proposta para trabalhadores locais;
- a defesa de jornadas mais longas.
O tema também deve ganhar espaço nas eleições futuras, já que a pauta trabalhista se tornou um dos principais assuntos do debate nacional.
O que muda se o fim da escala 6×1 for aprovado
Caso a proposta principal avance no Congresso, trabalhadores poderão ter:
- dois dias de folga semanais;
- jornada máxima de 40 horas;
- manutenção salarial;
- novas regras de descanso.
Entretanto, setores específicos ainda poderão ter regras diferenciadas definidas em legislação complementar.
Quem são os deputados de Roraima citados na proposta?
Os nomes divulgados foram Pastor Diniz (União Brasil) e Nicoletti (PL).
A proposta acaba com a escala 6x1 imediatamente?
Não. A emenda prevê uma transição de até 10 anos.
A proposta cria jornada de 52 horas?
A discussão envolve flexibilizações que poderiam permitir jornadas maiores em alguns modelos específicos de compensação.
O que o governo defende?
O governo federal defende a redução da jornada semanal para 40 horas com dois dias de descanso.
O projeto já foi aprovado?
Ainda não. A proposta segue em tramitação no Congresso Nacional.
