Operação Nêmesis: Polícia Civil prende grupo que se passava por policiais para cometer roubos em Boa Vista

Raniely Carvalho
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A Polícia Civil de Roraima prendeu quatro pessoas nesta terça-feira (30) durante a Operação Nêmesis, deflagrada pelo 5º Distrito Policial (DP) em Boa Vista. A ação teve como objetivo desarticular um grupo criminoso que se passava por policiais civis para invadir residências, simular blitzes e praticar roubos na capital.

Foram cumpridos dez mandados judiciais, sendo seis de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva.

Grupo é investigado por dezenas de crimes

De acordo com o delegado do 5º DP, Igor Silveira Alencar, os investigados são apontados como responsáveis por diversos crimes graves cometidos na cidade.

“Eles se passavam por policiais civis para ludibriar vítimas, cometer roubos e violência física, estourar bocas de fumo e agir contra rivais ou pessoas recém-chegadas à cidade, como garimpeiros com dinheiro, ouro ou drogas”, explicou o delegado.

Os presos vão responder por roubo majorado, com agravantes de atuação em grupo e uso de arma de fogo.

Crime investigado

A investigação se concentrou em um roubo ocorrido em 20 de junho de 2025, no bairro São Bento. Na ocasião, os suspeitos usaram um Toyota Corolla prata, distintivos falsos e balaclavas para invadir o apartamento de uma vítima recém-chegada do garimpo. O grupo teria rendido o morador e levado dinheiro, joias e outros pertences.

As apurações duraram cerca de três meses, com análise de crimes anteriores e coleta de provas que resultaram na expedição dos mandados pelo Poder Judiciário, com parecer favorável do Ministério Público.

Prisões e materiais apreendidos

Foram presos:

  • Z.G.M.R., 18 anos

  • A.L.S.A., 30 anos

  • R.V.S.S.G., 26 anos

  • J.V.F.F., 23 anos

Durante as buscas nos bairros Aeroporto, Caranã, Mecejana, São Bento e 13 de Setembro, a polícia apreendeu porções de maconha, balanças de precisão, rádios comunicadores e outros materiais de interesse para as investigações.

Os presos foram levados à sede do 5º DP e serão apresentados em audiência de custódia nesta quarta-feira (1º).

A Operação Nêmesis é uma resposta firme a um crime de extrema audácia, no qual os criminosos usaram o nome da instituição policial para aterrorizar suas vítimas.
Esta é a segunda operação da PCRR no mês de setembro voltada a combater um grupo criminoso que se passa por policiais civis para cometer crimes

Estrutura da operação

A ação mobilizou 22 policiais civis, divididos em seis equipes. Além do 5º DP, participaram da operação:

  • 4º Distrito Policial, sob coordenação dos delegados Jonathan Henrique Freese e Guilherme Lima Peres;

  • Delegacia-Geral de Homicídios, com o delegado Carlos Henrique Freitas;

  • Departamento de Polícia Judiciária da Capital (DPJC);

  • Grupo de Resposta Imediata (GRI).

Reincidência de casos

Esta foi a segunda operação da Polícia Civil em setembro contra grupos que se passavam por policiais civis em Boa Vista. No dia 11, uma ação coordenada pelo 4º DP prendeu três investigados: C.G.J., 40 anos; C.D.M.A., 25 anos; e A.V.S., 20 anos. Outro integrante permanece foragido.

Na ocasião, o grupo também simulava abordagens policiais, invadia residências e pontos de tráfico para roubar dinheiro, celulares e drogas.

Operação Nêmesis: origem do nome

O nome Nêmesis faz referência à deusa grega da retribuição e da justiça divina, simbolizando a resposta do Estado contra criminosos que desafiam a lei e a autoridade policial.

Com informações da Polícia Civil de Roraima / Secom Roraima

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Raniely Carvalho é jornalista, fundadora e editora-chefe do Portal Raniely Carvalho. Natural de Boa Vista (RR), é formada pela Faculdade Atual da Amazônia e pela Estácio de Roraima. Com registro profissional (DRT 421/RR), atua há anos como repórter em emissoras locais e produz conteúdo focado em jornalismo regional, segurança pública e temas de interesse social.
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