Teresa Surita entra na Justiça contra aumento de 24% na conta de energia em Roraima

Redação
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A ex-prefeita de Boa Vista, Teresa Surita, anunciou que ingressou com uma ação judicial para questionar o aumento de 24% na conta de energia elétrica em Roraima. Segundo ela, o reajuste é injusto e afeta diretamente o orçamento das famílias, especialmente aquelas que vivem com renda limitada.

De acordo com Teresa, a decisão de recorrer ao Judiciário foi tomada diante da ausência de um posicionamento mais firme do Governo do Estado sobre o impacto do reajuste.

“Além de injusto, esse aumento vai pesar demais no bolso de quem já vive com o dinheiro contado”, afirmou.

A medida judicial apresentada por Teresa Surita é uma Ação Popular, instrumento previsto na Constituição Federal que permite a qualquer cidadão questionar atos que possam causar prejuízo ao interesse público.

A ação tem como alvos:

  • a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), responsável por autorizar o reajuste;
  • a Roraima Energia, concessionária que aplica a tarifa no estado.

O objetivo é questionar a legalidade, os critérios técnicos e a proporcionalidade do aumento aplicado aos consumidores roraimenses.

“Justiça tarifária e transparência”, diz Teresa Surita

Segundo a ex-prefeita, a ação busca garantir:

  • transparência nos cálculos do reajuste;
  • equilíbrio tarifário;
  • proteção ao consumidor.

Ela argumenta que a população de Roraima não pode arcar sozinha com aumentos considerados excessivos, sobretudo em um estado que enfrenta desafios históricos nas áreas econômica e social.

Relembre o caso: por que a conta de luz subiu 24% em Roraima?

O aumento passou a valer após Roraima ser definitivamente integrada ao Sistema Interligado Nacional (SIN), deixando de operar de forma isolada na geração de energia.

Segundo a Aneel, os principais fatores que pesaram no reajuste foram:

  • novos encargos setoriais nacionais, que tiveram aumento expressivo;
  • custos com transmissão de energia, inexistentes quando o estado era isolado;
  • ajustes financeiros acumulados de ciclos tarifários anteriores.

O reajuste médio aprovado foi de 24,13%, com impacto de 22,9% para consumidores residenciais e podendo chegar a quase 29% para comércios e indústrias, conforme o tipo de ligação elétrica.

Apesar de o governo federal argumentar que a interligação ao SIN trará economia a longo prazo, inclusive com redução do uso de termelétricas, o impacto imediato gerou forte reação popular e política no estado.

O que acontece agora?

Com a ação protocolada, caberá ao Judiciário:

  • analisar os argumentos apresentados;
  • decidir se o reajuste pode ser suspenso, revisto ou mantido;
  • avaliar se houve violação ao interesse público ou ao princípio da modicidade tarifária.

Até que haja decisão judicial, o aumento segue em vigor.

O que é uma Ação Popular?

É uma ação judicial que qualquer cidadão pode propor para contestar atos que causem prejuízo ao patrimônio público ou ao interesse coletivo.

O aumento de 24% pode ser suspenso?

Sim, caso a Justiça entenda que há irregularidades ou abuso no reajuste.

Quem autorizou o aumento da conta de luz?

A autorização foi dada pela Aneel, órgão regulador do setor elétrico.

A Roraima Energia define o valor do reajuste?

Não. A distribuidora apenas aplica as tarifas aprovadas pela Aneel.

Esse aumento é definitivo?

As tarifas estão previstas para vigorar até janeiro de 2027, mas podem ser alteradas por decisão judicial ou nova deliberação da Aneel.

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Conteúdo elaborado pela Direção de Redação do Portal Raniely Carvalho, com produção realizada por equipe graduada e especializada, seguindo critérios técnicos e editoriais.
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