Jovem morre em acidente após carro capotar na RR-205, em Alto Alegre

Raniely Carvalho
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Uma jovem identificada como Beatriz Duarte Roriz, de 24 anos, morreu na madrugada deste domingo (26) após o carro em que estava capotar na rodovia RR-205, em um trecho localizado a cerca de 38 quilômetros do município de Alto Alegre, no Norte de Roraima.

De acordo com informações apuradas no local, Beatriz retornava de uma festa acompanhada do motorista do veículo. Testemunhas relataram que o carro seguia em alta velocidade quando o condutor, que apresentava sinais visíveis de embriaguez, perdeu o controle da direção, saiu da pista e capotou às margens da rodovia.

A Polícia Militar foi acionada em Alto Alegre e constatou que havia apenas duas pessoas no veículo. O motorista apresentava comportamento alterado, fala desconexa e forte odor de álcool. Mesmo diante das orientações da equipe policial, ele recusou-se a realizar o teste do bafômetro, o que caracteriza infração gravíssima de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Acidente em Alto Alegre: vítima foi socorrida ainda em vida

Beatriz ainda foi socorrida com vida, em estado gravíssimo, apresentando pulso fraco e dificuldade para respirar. Ela chegou a ser levada em um carro de apoio em direção a Boa Vista, mas não resistiu aos ferimentos antes de ser transferida para atendimento do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

O carro foi apreendido e encaminhado ao pátio do Detran-RR, e o caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Alto Alegre, que ficará responsável por investigar as circunstâncias do acidente e definir possíveis responsabilidades criminais do condutor.

Acidente em Alto Alegre deixa uma vítima mulher
Uma jovem identificada como Beatriz Duarte Roriz, de 24 anos, morreu na madrugada deste domingo (26)

Relembre outros casos de acidentes fatais por embriaguez em Roraima

A tragédia envolvendo Beatriz Duarte reacende o alerta para os perigos da associação entre álcool e direção, que tem resultado em mortes frequentes nas rodovias de Roraima.

Em outubro deste ano, o motorista Fernando Takao Marishiqui Filho foi condenado a 12 anos e 11 meses de prisão pelo duplo homicídio de Ariane Real da Silva e Layse Sampaio, mortas após o condutor colidir o Camaro que dirigia em alta velocidade e sob efeito de álcool contra o carro das vítimas, em Boa Vista.

Casos como esses mostram que a embriaguez ao volante continua sendo uma das principais causas de mortes no trânsito roraimense, especialmente em trechos rodoviários como a RR-205 e a BR-174, que ligam Boa Vista a municípios do interior.

O caso será acompanhado pela Delegacia de Alto Alegre, e a expectativa é de que o motorista responda por homicídio culposo ou doloso, dependendo do resultado da investigação.

O que fazer se presenciar um acidente?

Ligue imediatamente para o 190 (Polícia Militar) e o 192 (Samu);
Evite mover as vítimas, a menos que haja risco de explosão ou incêndio;
Forneça o máximo de informações possíveis: local exato, número de feridos e tipo de acidente.

O que acontece se o motorista se recusar a fazer o teste do bafômetro?

A recusa ao teste é considerada infração gravíssima conforme o artigo 165-A do CTB, com as seguintes penalidades:

Multa de R$ 2.934,70;

Suspensão da CNH por 12 meses;

Retenção do veículo e recolhimento da carteira.

Além disso, se houver morte ou lesão, o condutor pode responder criminalmente por homicídio doloso (quando assume o risco de matar).

Como é feito o exame de alcoolemia se o motorista recusa o teste?

A autoridade policial pode solicitar exames clínicos, perícia médica ou testemunhos que comprovem o estado de embriaguez, conforme o artigo 306 do CTB.

O que é considerado embriaguez ao volante?

Dirigir com qualquer concentração de álcool no sangue superior a 0,3 mg/l (medida pelo bafômetro) já é considerado crime, com pena de 6 meses a 3 anos de prisão, multa e suspensão da CNH.

Como familiares podem buscar apoio após acidentes fatais?

As famílias podem:

Registrar Boletim de Ocorrência para garantir a investigação;

Solicitar assistência jurídica gratuita pela Defensoria Pública do Estado;

Buscar apoio psicológico em serviços municipais ou em grupos de apoio às vítimas de trânsito.

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Raniely Carvalho é jornalista, fundadora e editora-chefe do Portal Raniely Carvalho. Natural de Boa Vista (RR), é formada pela Faculdade Atual da Amazônia e pela Estácio de Roraima. Com registro profissional (DRT 421/RR), atua há anos como repórter em emissoras locais e produz conteúdo focado em jornalismo regional, segurança pública e temas de interesse social.
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