Feminicídio em Caroebe: homem revela detalhes do crime e polícia conclui investigação

Raniely Carvalho
4 min Read

A Polícia Civil de Roraima concluiu as investigações do feminicídio em Caroebe após nova oitiva do investigado V.M.S., de 37 anos, que confessou com detalhes a morte de Maria das Graças Costa Lima, de 38 anos. O crime ocorreu na noite de 30 de novembro, dentro da residência do suspeito, e foi cometido por sufocamento.

Com o novo depoimento, os investigadores conseguiram fechar completamente a dinâmica do crime, incluindo a forma da morte, a tentativa de simulação de que a vítima estaria viva e a ocultação do corpo em um lixão do município.

Feminicídio em Caroebe foi cometido por sufocamento dentro da residência

De acordo com o delegado Bruno Gabriel Bezerra Costa, responsável pelo caso, o investigado revelou que matou Maria das Graças após ver mensagens de outro homem no celular da vítima.

Crime ocorreu na noite de 30 de novembro

Segundo a confissão:

  • A vítima estava deitada no quarto quando foi atacada

  • O investigado utilizou um pano umedecido com álcool

  • A asfixia impediu qualquer reação ou chance de fuga

“A parte de como ele matou a mulher foi confirmada. Ele confirmou que a vítima foi asfixiada ainda no quarto”, explicou o delegado.

O feminicídio em Caroebe, inicialmente tratado como desaparecimento, revelou-se um crime de extrema violência e frieza.

Suspeito usou celular da vítima para simular que ela estava viva

Após cometer o crime, o investigado passou a agir de forma calculada para enganar familiares e atrasar as investigações.

Tentativa de criar versão falsa do desaparecimento

Segundo a Polícia Civil:

  • Ele utilizou o celular e redes sociais da vítima

  • Enviou mensagens fingindo ser Maria das Graças

  • Disse que ela teria viajado para Rorainópolis

Enquanto isso, manteve a rotina normalmente, inclusive levando os filhos à escola, no dia seguinte ao crime.

Corpo foi ocultado em lixão de Caroebe

No dia 1º de dezembro, após planejar a ocultação, o suspeito retirou o corpo da residência.

Transporte e ocultação do cadáver

O investigado relatou que:

  • Colocou o corpo em uma carrocinha coberta com lona

  • Levou o cadáver até uma mecânica de sua propriedade

  • Acrescentou ferramentas para disfarçar o transporte

  • Em seguida, levou o corpo até um lixão em Caroebe

A polícia apurou que ele retornou diversas vezes ao local, intercalando os deslocamentos com trabalho e atividades cotidianas, demonstrando frieza após o feminicídio em Caroebe.

Força-tarefa localizou restos mortais da vítima

Após a confissão detalhada, a Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar de Roraima, realizou uma força-tarefa que resultou na localização dos restos mortais de Maria das Graças.

O material foi encaminhado para perícia, que irá subsidiar os laudos finais do inquérito, especialmente sobre causa da morte e circunstâncias do crime.

Investigado será indiciado por feminicídio consumado

Com a conclusão da fase investigativa, o inquérito será encaminhado ao Poder Judiciário. O suspeito foi formalmente indiciado por:

  • Feminicídio consumado

  • Ocultação de cadáver

  • Subtração de cadáver

Segundo a Polícia Civil, V.M.S. já possui histórico de violência doméstica contra uma ex-companheira em Roraima.

“Foi um crime de extrema crueldade, marcado pela frieza do autor, que tentou simular uma vida normal após o assassinato”, destacou o delegado Bruno Gabriel.

O que aconteceu no caso do feminicídio em Caroebe?

Maria das Graças Costa Lima foi assassinada por sufocamento dentro da casa do companheiro, que depois ocultou o corpo em um lixão e tentou simular que ela estava viva.

Como a polícia conseguiu esclarecer o crime?

Uma nova oitiva do investigado trouxe detalhes fundamentais sobre a dinâmica do assassinato, permitindo a conclusão da investigação.

Quais crimes o suspeito vai responder?

Ele foi indiciado por feminicídio consumado, além de ocultação e subtração de cadáver.

Compartilhe Este Artigo
Follow:
Raniely Carvalho é jornalista, fundadora e editora-chefe do Portal Raniely Carvalho. Natural de Boa Vista (RR), é formada pela Faculdade Atual da Amazônia e pela Estácio de Roraima. Com registro profissional (DRT 421/RR), atua há anos como repórter em emissoras locais e produz conteúdo focado em jornalismo regional, segurança pública e temas de interesse social.
0:00
0:00