Captura de Nicolás Maduro: EUA invadem Caracas, Trump divulga imagem e guerra na Venezuela entra em nova fase

Raniely Carvalho
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A captura de Nicolás Maduro tornou-se o centro do maior dossiê geopolítico do continente nos últimos anos. Na madrugada deste sábado (3), os Estados Unidos lançaram uma ofensiva militar em Caracas, com explosões relatadas em diferentes bairros da capital e em estados estratégicos como Miranda, Aragua e La Guaira.

Horas depois, o presidente Donald Trump publicou nas redes sociais uma imagem que, segundo ele, mostra Nicolás Maduro detido a bordo do navio de guerra USS Iwo Jima, afirmando que o líder venezuelano foi capturado por forças americanas.

Enquanto Washington sustenta que a operação foi bem-sucedida, Caracas contesta, exige prova de vida e denuncia violação da soberania, levando o caso ao Conselho de Segurança da ONU. O episódio marca uma virada histórica na crise venezuelana e acende alertas em toda a América do Sul.

Captura de Nícolas Maduro ocorrou hoje (03)

O que Trump afirmou publicamente

Em publicação na Truth Social, Trump escreveu que Maduro estaria “a bordo do USS Iwo Jima”, após uma operação combinada aérea, terrestre e marítima. O presidente classificou a ação como “extraordinária” e afirmou que o casal Maduro–Cilia Flores foi retirado do país por via aérea para responder a acusações nos EUA.

Captura de Nicolás Maduro: versão da Venezuela

Autoridades venezuelanas não confirmaram oficialmente a prisão após a captura de Nicolás Maduro. A vice-presidente Delcy Rodríguez pediu prova de vida de Maduro e da primeira-dama, enquanto o chanceler Yván Gil solicitou reunião urgente da ONU. O governo declarou estado de emergência e denunciou ato de guerra.

Como foi a ofensiva militar (relatos iniciais)

  • Duração: cerca de 30 minutos (segundo AP).

  • Eventos: múltiplas explosões, aeronaves em voo baixo, apagões localizados e colunas de fumaça.

  • Alvos: áreas estratégicas e logísticas.

  • Baixas: sem balanço oficial consolidado até o momento.

Reações internacionais

  • Brasil: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou os ataques e a captura de Nicolás Maduro, citando “precedente perigoso” e defendendo resposta vigorosa da ONU.

  • Colômbia (Petro): preocupação com civis e estabilidade regional.

  • Argentina (Milei): reação positiva à ação dos EUA.

  • México e Cuba: condenaram a intervenção como violação do direito internacional.

  • Rússia e Irã: pediram condenação e sessão urgente da ONU.

Lula condena ataque dos EUA e fala em “precedente perigoso”

Captura de Nicolás Maduro versão de lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou publicamente condenando os ataques militares dos Estados Unidos em território venezuelano.

Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que a ação lembra os piores momentos de intervenção externa na América Latina, classificando o episódio como um grave precedente internacional e uma ameaça à condição da região como zona de paz.

O presidente brasileiro defendeu uma resposta firme da comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas (ONU), e reiterou que conflitos internacionais devem ser resolvidos por diplomacia, não por força militar.

Itália pede cautela e convoca reunião diplomática de emergência

O governo da Itália manifestou preocupação com a escalada militar na Venezuela e defendeu uma resposta coordenada da União Europeia.

Autoridades italianas alertaram para o risco de instabilidade humanitária, ondas migratórias e efeitos colaterais na América do Sul, especialmente em países com fronteiras diretas com a Venezuela, como o Brasil.

Diplomatas italianos defenderam a preservação do direito internacional, o respeito à soberania dos Estados e a necessidade de mediação multilateral imediata.

Impactos diretos em Roraima

Pela proximidade com a fronteira, o Governo de Roraima reforçou a segurança, ampliou o monitoramento e manteve a fronteira fechada, informando contato permanente com órgãos federais. O Estado reiterou compromisso com ordem pública, serviços essenciais e diplomacia.

O governador de Antonio Denarium determinou o reforço imediato das ações de segurança em todo o estado após a ofensiva militar dos Estados Unidos na Venezuela e a anunciada captura de Nicolás Maduro.

Em nota oficial, o Governo de Roraima informou que a fronteira permanece fechada, com monitoramento contínuo das forças estaduais e articulação direta com órgãos federais, como Polícia Federal, Exército Brasileiro e Ministério da Justiça.

Após a Captura de Nicolás Maduro, o Executivo estadual destacou que a prioridade é proteger a população roraimense, garantir a ordem pública, manter o funcionamento dos serviços essenciais e evitar impactos decorrentes do conflito armado no país vizinho.

As acusações contra Maduro (segundo os EUA)

Maduro e Cilia Flores respondem em Nova York por conspiração para narcoterrorismo, importação de cocaína e posse de armas de guerra. Washington associa o caso ao chamado “Cartel de los Soles”, ponto contestado por analistas, que veem rede difusa e não um comando centralizado.

Quem governa a Venezuela agora?

Após os ataques e a Captura de Nicolás Maduro, apagões elétricos foram registrados em diversas regiões de Caracas, enquanto vídeos mostram populares comemorando a suposta queda de Maduro em bairros populares e áreas periféricas.

Relatos também indicam correria nas ruas, presença intensa de militares, interrupções no transporte e clima de instabilidade, com parte da população celebrando e outra demonstrando temor diante da escalada militar.

Pela Constituição, a sucessão recairia sobre a vice-presidente em caso de ausência. Não há confirmação formal de transição de poder até o momento.

Nicolás Maduro foi capturado de fato?

Os EUA afirmam que sim; a Venezuela contesta e exige prova de vida. O caso segue em disputa diplomática.

Onde Maduro estaria agora?

Washington diz que ele está sob custódia dos EUA, em local sigiloso; Caracas diz desconhecer o paradeiro.

Houve guerra em terra?

Há relatos de ofensiva aérea e terrestre em Caracas e estados próximos; o governo venezuelano fala em ato de guerra.

Qual o papel da ONU?

A Venezuela pediu reunião urgente do Conselho de Segurança; líderes defendem mediação internacional.

Isso afeta o Brasil?

Sim. Roraima reforçou segurança e monitoramento por causa da fronteira e de possíveis impactos humanitários e logísticos.

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Raniely Carvalho é jornalista, fundadora e editora-chefe do Portal Raniely Carvalho. Natural de Boa Vista (RR), é formada pela Faculdade Atual da Amazônia e pela Estácio de Roraima. Com registro profissional (DRT 421/RR), atua há anos como repórter em emissoras locais e produz conteúdo focado em jornalismo regional, segurança pública e temas de interesse social.
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