Além da candidatura de Denarium: veja os governadores que deixaram mandatos para disputar a eleição

Raniely Carvalho
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A candidatura de Denarium é apenas uma entre diversas movimentações políticas relevantes que marcaram o cenário eleitoral brasileiro em 2026. Ao todo, 11 governadores deixaram seus cargos dentro do prazo legal de desincompatibilização para disputar as eleições de outubro.

A decisão faz parte de uma exigência da legislação eleitoral, que determina o afastamento de cargos públicos para garantir igualdade na disputa e evitar o uso da máquina pública em benefício próprio.

Entre os nomes confirmados, além da candidatura de Denarium, há governadores que pretendem disputar tanto o Senado quanto a Presidência da República.

Lista completa de governadores que renunciaram ao cargo

Além da candidatura de Denarium, outros governadores também oficializaram a saída para entrar na corrida eleitoral. Veja quem são:

Disputa presidencial

  • Ronaldo Caiado (PSD) – Goiás
  • Romeu Zema (Novo) – Minas Gerais

Disputa ao Senado

  • Antonio Denarium (Republicanos) – Roraima
  • Cláudio Castro (PL) – Rio de Janeiro
  • Ibaneis Rocha (MDB) – Distrito Federal
  • Gladson Cameli (PP) – Acre
  • Helder Barbalho (MDB) – Pará
  • João Azevêdo (PSB) – Paraíba
  • Mauro Mendes (União Brasil) – Mato Grosso
  • Renato Casagrande (PSB) – Espírito Santo

Caso específico

  • Wilson Lima (União Brasil) – Amazonas (ainda não confirmou oficialmente o cargo, mas deve disputar o Senado)

A candidatura de Denarium, nesse contexto, se insere em um movimento estratégico nacional, especialmente na disputa por cadeiras no Senado, que terá renovação significativa neste ano.

Por que governadores precisam renunciar ao cargo?

A exigência legal que envolve a candidatura de Denarium e dos demais governadores está prevista na legislação eleitoral brasileira.

A regra determina que ocupantes de cargos executivos, como governadores, prefeitos e ministros, devem deixar suas funções até seis meses antes das eleições, caso desejem concorrer a outro cargo.

Objetivo da regra:

  • Evitar uso da máquina pública
  • Garantir igualdade entre candidatos
  • Impedir favorecimento político

A única exceção ocorre em casos de reeleição, quando o político pode permanecer no cargo durante a disputa.

O que acontece após a renúncia?

Um ponto importante envolvendo a candidatura de Denarium e dos demais governadores é que a renúncia é definitiva.

Ou seja:

  • O político não pode voltar ao cargo, mesmo que desista da candidatura
  • Caso perca a eleição, também não reassume o posto
  • O vice-governador assume automaticamente

Essa condição torna a decisão de disputar uma eleição ainda mais estratégica e arriscada.

Senado vira foco central nas eleições de 2026

Grande parte dos governadores, incluindo a candidatura de Denarium, mira uma vaga no Senado Federal.

Isso ocorre porque, em 2026:

  • 54 das 81 cadeiras estarão em disputa
  • O Senado tem papel estratégico no sistema político

Funções importantes do Senado:

  • Aprovar ministros do STF
  • Avaliar indicados para a PGR e Banco Central
  • Julgar processos de impeachment
  • Participar diretamente da formulação de leis

Por isso, a candidatura de Denarium e de outros governadores representa uma disputa de grande impacto político nacional.

Casos específicos chamam atenção

Alguns estados apresentam situações diferenciadas:

Rio de Janeiro

O governador Cláudio Castro deixou o cargo sem vice, o que pode levar a uma eleição indireta ou direta para mandato temporário.

Além disso, ele está inelegível por decisão do TSE, podendo disputar sub judice.

Amazonas

O vice também renunciou, fazendo com que o presidente da Assembleia Legislativa assumisse o governo.

Esses cenários mostram como a movimentação política vai além da candidatura de Denarium, refletindo um cenário complexo em todo o país.

Quando as candidaturas serão oficializadas?

Apesar da renúncia, a candidatura de Denarium e dos demais políticos ainda não está oficialmente registrada.

Etapas:

  1. Convenções partidárias (até agosto)
  2. Registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
  3. Início oficial da campanha

Ou seja, deixar o cargo é apenas uma condição obrigatória, não uma confirmação definitiva da candidatura.

O que é desincompatibilização?

É o afastamento obrigatório de cargos públicos para disputar eleições.

Denarium já é candidato oficialmente?

Ainda não. A candidatura será formalizada após as convenções partidárias.

Por que tantos governadores querem o Senado?

Porque o Senado tem grande poder político e influência institucional.

O que acontece se o candidato desistir?

Ele não pode retornar ao cargo após a renúncia.

Quantas vagas no Senado estão em disputa?

54 cadeiras serão renovadas em 2026.

Quem assume após a renúncia do governador?

O vice-governador assume o cargo automaticamente.

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Raniely Carvalho é jornalista, fundadora e editora-chefe do Portal Raniely Carvalho. Natural de Boa Vista (RR), é formada pela Faculdade Atual da Amazônia e pela Estácio de Roraima. Com registro profissional (DRT 421/RR), atua há anos como repórter em emissoras locais e produz conteúdo focado em jornalismo regional, segurança pública e temas de interesse social.
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