A Polícia Civil de Roraima cumpriu, nas primeiras horas desta quarta-feira (20), um mandado de prisão preventiva contra L.O.M., de 28 anos, investigado por integrar uma organização criminosa alvo da OPERAÇÃO COVIL DE MAMON, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas.
A prisão ocorreu no bairro Santa Teresa, em Boa Vista, e contou com atuação integrada da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), Delegacia-Geral de Homicídios (DGH) e Núcleo de Inteligência (NI) da PCRR.
O mandado judicial foi expedido pela Vara de Garantias Penais e de Inquéritos Policiais do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).
Segundo as investigações, a organização criminosa atuava de forma estruturada em diversos estados brasileiros e estaria envolvida em crimes graves, incluindo:
- extorsão;
- agiotagem;
- homicídios;
- tortura;
- sequestro;
- cárcere privado;
- lavagem de dinheiro.
Investigação aponta movimentação milionária
De acordo com a Polícia Civil, a OPERAÇÃO COVIL DE MAMON revelou um esquema criminoso com movimentação financeira superior a R$ 24 milhões.
As investigações identificaram ramificações da organização nos estados:
- Roraima;
- Amazonas;
- Santa Catarina;
- Paraíba.
Segundo os investigadores, os grupos utilizavam empréstimos ilegais com juros abusivos e métodos violentos para cobrar dívidas.
As vítimas eram submetidas a:
- ameaças;
- violência física;
- restrição de liberdade;
- intimidação psicológica.
Crimes investigados na OPERAÇÃO COVIL DE MAMON
Conforme a decisão judicial, o investigado preso em Boa Vista responde pelos crimes de:
- organização criminosa;
- lavagem de dinheiro;
- homicídio;
- sequestro;
- cárcere privado;
- extorsão;
- posse irregular de arma de fogo;
- crimes contra a economia popular ligados à agiotagem.
A OPERAÇÃO COVIL DE MAMON também identificou ocultação patrimonial e uso de empresas para movimentação financeira suspeita.
Polícia destaca importância de atingir estrutura financeira
O delegado Julio Cesar da Rocha destacou que o foco principal da investigação foi atingir a estrutura financeira da organização criminosa.
Segundo ele, enfraquecer o patrimônio dos grupos criminosos é essencial para reduzir a capacidade operacional das facções investigadas.
“A operação Covil de Mamon representa um forte impacto contra as organizações criminosas investigadas, ao atingir diretamente os recursos financeiros e bens utilizados pelos grupos, reduzindo a capacidade de manter as atividades ilegais”, afirmou.

Mandados foram cumpridos em vários estados
Além da prisão realizada em Boa Vista, a OPERAÇÃO COVIL DE MAMON cumpriu diversas medidas judiciais em outros estados brasileiros.
Ao todo, foram expedidos:
- 26 mandados de prisão preventiva;
- 31 mandados de busca e apreensão;
- 42 mandados de sequestro de veículos;
- sete mandados de sequestro de imóveis.
Também houve:
- bloqueio de contas bancárias;
- suspensão de atividades de sete empresas ligadas ao esquema criminoso.
Origem do nome “Covil de Mamon”
O nome da operação possui origem aramaica e hebraica.
“Mamon” significa:
- dinheiro;
- riqueza.
Na tradição bíblica e cristã, o termo é associado:
- à ganância;
- à avareza;
- ao apego excessivo ao dinheiro.
Segundo a Polícia Civil, o nome faz referência simbólica à busca desenfreada por lucro e poder financeiro por parte das organizações investigadas.
O que diz a lei sobre organização criminosa e lavagem de dinheiro
Os crimes investigados na OPERAÇÃO COVIL DE MAMON estão previstos em diferentes legislações brasileiras.
Organização criminosa
A Lei nº 12.850/2013 prevê pena de:
- 3 a 8 anos de prisão;
- além de multa.
Lavagem de dinheiro
A Lei nº 9.613/1998 prevê pena de:
- 3 a 10 anos de prisão;
- além de multa.
Extorsão mediante ameaça
O Código Penal prevê:
- 4 a 10 anos de prisão.
Agiotagem
Crimes contra a economia popular podem resultar em:
- prisão;
- multas;
- apreensão de bens.
Investigado passou por audiência de custódia
Após a prisão, o suspeito foi conduzido à Delegacia de Repressão a Entorpecentes, onde teve os procedimentos legais formalizados.
Posteriormente, ele foi apresentado em audiência de custódia e permanecerá à disposição da Justiça.
