Deputado de Roraima vota contra o fim da escala 6×1 e gera críticas após aprovação histórica na Câmara

Redação
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A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (27), em dois turnos, a PEC que reduz a jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas e abre caminho para o fim da escala 6×1 no Brasil. A proposta representa uma das maiores mudanças nas relações trabalhistas das últimas décadas e teve amplo apoio no Congresso Nacional.

Mesmo diante da pressão popular e do apoio da maioria esmagadora dos parlamentares, o deputado federal Nicoletti (PL-RR) foi um dos poucos congressistas que votaram contra a proposta nos dois turnos da votação.

O posicionamento fez com que o nome do parlamentar entrasse na lista dos deputados que ficaram alinhados à ala mais conservadora do PL, partido que liderou parte da oposição ao projeto.

A expressão deputado de Roraima vota contra o fim da escala 6×1 passou a repercutir nas redes sociais após a divulgação oficial dos votos.

Como ficou a votação da PEC do fim da escala 6×1

No primeiro turno:

  • 472 deputados votaram a favor;
  • Apenas 22 votaram contra;
  • 18 parlamentares estavam ausentes.

Já no segundo turno:

  • 461 deputados votaram favoravelmente;
  • Apenas 19 foram contra;
  • 33 ausências foram registradas.

Entre os votos contrários, Nicoletti apareceu novamente ao lado de parlamentares do PL e do Novo.

O texto agora segue para análise do Senado Federal.

deputado de Roraima vota contra o fim da escala 6x1
Deputado federal Nicoletti (PL-RR), que votou contra a maior conquista dos trabalhadores dos últimos anos

O que muda com o fim da escala 6×1

A PEC aprovada estabelece:

  • Jornada máxima de 40 horas semanais;
  • Limite de 8 horas diárias;
  • Garantia de dois dias de folga por semana;
  • Implementação gradual em até 14 meses.

A nova regra determina:

  • Primeira redução de 2 horas em até dois meses após promulgação;
  • Redução final para 40 horas em até 12 meses.

Além disso:

  • A escala 5×2 passa a ser regra;
  • Convenções coletivas incompatíveis perderão validade automaticamente após 60 dias.

O debate sobre qualidade de vida, saúde mental e desgaste físico foi um dos principais motores da aprovação.

Deputado de Roraima vota contra o fim da escala 6×1 e mantém alinhamento ao PL

O caso ganhou repercussão porque Nicoletti foi um dos raros parlamentares da região Norte a votar contra uma pauta amplamente defendida por trabalhadores de setores como:

  • comércio;
  • supermercados;
  • restaurantes;
  • serviços gerais;
  • telemarketing;
  • indústria.

O posicionamento do deputado acompanha a linha defendida por integrantes da oposição ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao PL, que argumentam que a mudança poderia gerar impactos econômicos e aumento de custos para empresas.

Ainda assim, especialistas em relações de trabalho apontam que a escala 6×1 é considerada uma das mais desgastantes para trabalhadores brasileiros, principalmente para quem enfrenta:

  • longos deslocamentos;
  • baixos salários;
  • jornadas repetitivas;
  • ausência de tempo para lazer e convivência familiar.

Nas redes sociais, críticos questionaram se parlamentares que votaram contra a proposta já vivenciaram a rotina pesada enfrentada por trabalhadores submetidos ao modelo 6×1.

O termo deputado de Roraima vota contra o fim da escala 6×1 passou a ser usado por internautas que cobravam posicionamentos mais favoráveis aos trabalhadores.

Entenda os argumentos usados contra a PEC

Os deputados contrários ao texto afirmam que:

  • a medida pode aumentar custos trabalhistas;
  • empresas menores teriam dificuldade de adaptação;
  • poderia haver redução de empregos formais;
  • setores específicos seriam impactados.

Empresários e entidades patronais pressionaram por um período maior de transição e por flexibilizações nas regras.

Apesar disso, a proposta avançou com apoio de grande parte do Congresso.

Pesquisas recentes mostraram apoio massivo da população ao fim da escala 6×1.

Os principais argumentos favoráveis incluem:

  • melhoria da saúde mental;
  • aumento da qualidade de vida;
  • redução do desgaste físico;
  • maior convivência familiar;
  • equilíbrio entre trabalho e descanso.

Estudos também apontam que jornadas menores podem:

  • aumentar produtividade;
  • reduzir afastamentos médicos;
  • diminuir índices de burnout.

Quem fica fora das novas regras

A PEC prevê exceções para:

  • profissionais com ensino superior;
  • trabalhadores que recebem acima de cerca de R$ 21 mil mensais.

Nesses casos:

  • não haverá controle rígido de jornada;
  • acordos específicos poderão ser firmados.

Segundo o relator da proposta, a ideia é evitar aumento da pejotização.

Repercussão política em Roraima

A votação colocou Nicoletti entre os parlamentares mais criticados por sindicatos e trabalhadores nas redes sociais.

A repercussão do tema ocorre justamente em um momento de forte debate nacional sobre:

  • precarização do trabalho;
  • direitos trabalhistas;
  • qualidade de vida;
  • equilíbrio entre emprego e descanso.

Para muitos trabalhadores que enfrentam escalas exaustivas, o fato de um deputado de Roraima vota contra o fim da escala 6×1 acabou sendo visto como um posicionamento distante da realidade enfrentada diariamente por milhares de brasileiros.

A PEC do fim da escala 6x1 foi aprovada?

Sim. A Câmara aprovou a proposta em dois turnos.

Quem votou contra?

Apenas 22 deputados no primeiro turno e 19 no segundo votaram contra.

Nicoletti votou contra?

Sim. O deputado federal de Roraima votou contra a PEC nos dois turnos.

O que muda com a nova proposta?

A jornada semanal será reduzida de 44 para 40 horas, com dois dias de folga.

Quando começa a valer?

Após aprovação no Senado e promulgação da PEC.

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Conteúdo elaborado pela Direção de Redação do Portal Raniely Carvalho, com produção realizada por equipe graduada e especializada, seguindo critérios técnicos e editoriais.
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