Policial militar presa após disparo em Boa Vista durante discussão por entrega de pão de queijo

Redação
Por
6 min Read

Uma ocorrência inusitada terminou com uma mulher baleada e uma policial militar conduzida à delegacia na zona Leste da capital. O caso envolvendo policial militar presa após disparo em Boa Vista aconteceu durante uma discussão iniciada após a entrega de uma sacola de pão de queijo para a filha da agente.

Segundo informações registradas em boletim de ocorrência da Polícia Militar, o disparo atingiu a perna de uma mulher identificada como Erlany Yochineide Dias dos Santos, que precisou ser socorrida e encaminhada ao Hospital Geral de Roraima (HGR).

O episódio de policial militar presa após disparo em Boa Vista está sendo investigado pela Polícia Civil, que busca esclarecer a dinâmica dos fatos e as responsabilidades dos envolvidos.

Como aconteceu o caso da policial militar presa após disparo em Boa Vista?

De acordo com o relato da policial militar Terezinha Sousa Maia, ela foi até a residência do ex-companheiro para entregar uma sacola de pão de queijo destinada à filha do casal.

Ao chegar ao imóvel, foi recebida pela atual companheira do ex-marido. Conforme a versão apresentada pela militar, as duas iniciaram uma discussão verbal ainda no portão da residência.

Durante o desentendimento, a policial afirmou ter sido ofendida e chamada de “policialzinha de merda”. Segundo seu depoimento, ela decidiu sacar a arma institucional para dar voz de prisão à mulher.

Nesse momento, conforme sua versão, ocorreu um disparo acidental que atingiu a perna da vítima.

O caso de policial militar presa após disparo em Boa Vista ganhou repercussão devido às circunstâncias incomuns que antecederam o tiro.

Vítima foi levada ao Hospital Geral de Roraima

Quando as equipes da Polícia Militar chegaram ao local, encontraram a vítima recebendo atendimento do Corpo de Bombeiros.

Segundo o registro policial, o projétil atravessou a perna direita da mulher, provocando sangramento intenso.

Após os primeiros socorros, ela foi encaminhada ao Setor de Trauma do HGR para atendimento médico especializado.

Apesar da gravidade da situação, não foram divulgadas informações atualizadas sobre o estado de saúde da vítima.

Arma da policial foi apreendida

Durante os procedimentos da ocorrência, a perícia do Instituto de Criminalística realizou os levantamentos necessários para auxiliar nas investigações.

A pistola Taurus TS9 calibre 9 milímetros utilizada no disparo foi apreendida juntamente com o carregador e as munições.

A análise pericial será fundamental para esclarecer se o disparo ocorreu de forma acidental, como alegado pela militar, ou se houve outra circunstância relacionada ao caso da policial militar presa após disparo em Boa Vista.

O que diz a lei sobre disparo de arma de fogo?

A legislação brasileira prevê punições para o uso irregular de armas de fogo, especialmente quando há risco à integridade física de terceiros.

Dependendo da conclusão das investigações, o caso pode envolver crimes previstos no Código Penal e no Estatuto do Desarmamento.

Caso fique comprovado que o disparo ocorreu por imprudência, negligência ou imperícia, a policial poderá responder por lesão corporal culposa, prevista no artigo 129, §6º, do Código Penal, cuja pena é de detenção de dois meses a um ano. A tipificação final, no entanto, dependerá da análise da perícia, dos depoimentos e das demais provas reunidas durante o inquérito policial.

Entre as possíveis tipificações estão:

  • Lesão corporal;
  • Disparo de arma de fogo;
  • Excesso no exercício da função pública;
  • Eventuais crimes militares, caso sejam identificadas violações aos regulamentos da corporação.

A definição dependerá dos laudos periciais, depoimentos e demais provas produzidas durante a investigação.

Investigação vai definir responsabilidades

A Polícia Civil informou que ainda não existe conclusão oficial sobre a natureza do disparo.

Os investigadores deverão ouvir testemunhas, analisar imagens de segurança, examinar a arma apreendida e confrontar as versões apresentadas pelas envolvidas.

Somente após a conclusão do inquérito será possível determinar se houve crime doloso, culposo ou outra situação jurídica aplicável ao caso.

O que diz a Polícia Militar?

Segundo o boletim de ocorrência, a própria policial acionou o socorro após o disparo e permaneceu no local aguardando a chegada das equipes.

O documento também registra que ela colaborou com todos os procedimentos realizados durante o atendimento da ocorrência.

O episódio envolvendo a policial militar presa após disparo em Boa Vista deverá ainda ser analisado internamente pela corporação, que poderá instaurar procedimento administrativo para apurar a conduta da agente.

O caso da policial militar presa após disparo em Boa Vista chamou atenção pela sequência de acontecimentos que começou com uma simples entrega de pão de queijo e terminou com uma mulher baleada e uma investigação criminal em andamento. Agora, caberá à Polícia Civil e aos órgãos periciais esclarecer exatamente como ocorreu o disparo e quais serão as eventuais responsabilidades dos envolvidos.

Quem é a policial militar presa após disparo em Boa Vista?

Trata-se da policial militar Terezinha Sousa Maia, apontada como autora do disparo que atingiu uma mulher durante uma discussão.

Quem foi a vítima?

A mulher baleada foi identificada como Erlany Yochineide Dias dos Santos.

Onde aconteceu o caso?

A ocorrência foi registrada em uma residência localizada na zona Leste de Boa Vista.

A policial foi presa?

Sim. Segundo o boletim de ocorrência, ela recebeu voz de prisão e foi conduzida à autoridade policial para os procedimentos cabíveis.

O disparo foi considerado acidental?

Essa é a versão apresentada pela policial. A investigação ainda não concluiu oficialmente a dinâmica dos fatos.

A arma utilizada foi apreendida?

Sim. A pistola Taurus TS9 calibre 9mm, juntamente com munições e carregador, foi recolhida para perícia.

Compartilhe Este Artigo
Follow:
Conteúdo elaborado pela Direção de Redação do Portal Raniely Carvalho, com produção realizada por equipe graduada e especializada, seguindo critérios técnicos e editoriais.
0:00
0:00