Um vídeo gravado por brasileiros detidos por suspeita de garimpo ilegal na Guiana revela a situação enfrentada dentro da unidade prisional onde estão recolhidos.
Ao todo, 30 pessoas foram presas, incluindo duas mulheres. O grupo relata que a cela onde ficam 28 homens é pequena, quente e sem estrutura adequada.
No registro, é possível ouvir pedidos de ajuda e críticas às condições dentro da prisão. Os detidos seguram garrafas plásticas usadas para necessidades fisiológicas, já que o vaso sanitário não funciona. O grupo descreve ambiente abafado, com cheiro forte e pouca circulação de ar.
Segundo os próprios presos, a alimentação se resume a pão e água, distribuídos de forma limitada ao longo do dia.
Garimpo ilegal na Guiana: presos relatam rotina difícil
Os brasileiros afirmam que estão com acesso restrito a itens básicos de higiene. Um deles relata que divide o espaço para dormir com outros presos e que muitos permanecem sentados porque não há lugar suficiente para todos se deitarem.
Alguns também afirmaram que chegaram a ser contidos com braçadeiras durante procedimentos internos, situação que teria ocorrido no momento da transferência para a unidade prisional.
Até o momento, não houve pronunciamento oficial sobre o caso por parte das autoridades guianenses.
O grupo pede apoio e afirma que aguarda contato consular.
Garimpo ilegal na Guiana e presença de brasileiros
Casos envolvendo brasileiros detidos por suspeita de garimpo ilegal na Guiana têm se tornado frequentes nos últimos anos.
A região que faz fronteira com Roraima atrai trabalhadores em busca de ouro e outras riquezas minerais, o que cria fluxo constante de migração irregular.
Segundo relatos de moradores das áreas de fronteira, é comum a presença de grupos que atuam em regiões remotas da Guiana, onde a fiscalização costuma ser restrita.
Entretanto, operações intensificadas pelo governo guianense têm resultado em prisões e apreensão de equipamentos usados na extração ilegal.
Atuação de grupos brasileiros no garimpo amazônico
Boa parte dos investigados ingressa no país vizinho por rotas terrestres ou fluviais que cruzam áreas de floresta.
Na região amazônica, atividades de extração irregular costumam avançar por zonas de difícil acesso, onde a movimentação de equipamentos e maquinários se torna mais rápida e menos visível às autoridades.
Relatórios de anos anteriores registram que brasileiros chegam a ocupar acampamentos clandestinos nas regiões de Cuyuni-Mazaruni e Potaro-Siparuni, áreas tradicionalmente ligadas à mineração ilegal.
O garimpo ilegal na Guiana segue sendo um dos principais desafios compartilhados entre os dois países.
Condições legais para estrangeiros detidos no país
A legislação guianense prevê punições severas para quem é flagrado realizando mineração sem autorização.
Estrangeiros envolvidos em extração irregular podem:
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ser detidos por tempo indeterminado até julgamento;
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responder por exploração em área protegida;
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ter equipamentos apreendidos;
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enfrentar deportação após o cumprimento de penas.
O processo costuma ser lento devido ao número elevado de casos em zonas próximas à fronteira, o que pressiona as unidades prisionais e provoca relatos de superlotação.
Em situações envolvendo cidadãos brasileiros, a Embaixada do Brasil costuma ser acionada para garantir assistência consular.
As operações contra garimpo na fronteira Norte
Tanto Brasil quanto Guiana vêm ampliando ações contra mineração irregular. Do lado brasileiro, forças federais já atuaram em áreas de preservação como o Parque Nacional do Viruá e a Terra Indígena Yanomami, onde a presença de garimpeiros brasileiros é documentada há décadas.
No lado guianense, agentes de segurança realizam operações constantes, principalmente em regiões de mata fechada.
A Guiana tem reforçado políticas de proteção ambiental e intensificado inspeções em áreas de mineração artesanal.
Práticas de cooperação internacional também têm sido discutidas para evitar que grupos atravessem a fronteira com equipamentos, combustíveis e maquinários usados na extração clandestina.
O papel do governo brasileiro nesses casos
Quando cidadãos brasileiros são presos no exterior por atividades relacionadas ao garimpo ilegal na Guiana, o Ministério das Relações Exteriores informa que disponibiliza suporte básico, como:
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contato com familiares;
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acompanhamento de procedimentos legais;
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orientações sobre prazos e audiências.
Porém, não há interferência no processo penal.
Cada país aplica suas próprias leis, e a situação dos brasileiros depende diretamente das decisões do sistema de justiça da Guiana.
Até agora, não há confirmação de que familiares tenham acionado autoridades brasileiras sobre este episódio específico.
Quantos brasileiros foram presos?
Ao todo, 30 pessoas foram detidas, incluindo duas mulheres.
Onde eles estão?
Eles foram levados para uma unidade prisional na Guiana, onde permanecem recolhidos.
Quais são as condições relatadas pelos presos?
Eles afirmam que 28 homens dividem uma única cela, com pouco espaço, acesso limitado a alimentos e sem vaso sanitário funcionando.
Eles têm acesso a atendimento consular?
Até o momento, não há informação sobre contato formal com autoridades brasileiras.
Por que foram detidos?
A suspeita é de garimpo ilegal na Guiana, prática considerada crime no país.
Eles podem ser deportados?
Sim. Após julgamento ou cumprimento de pena, estrangeiros detidos por mineração ilegal podem ser deportados.
Houve pronunciamento oficial sobre o vídeo?
Ainda não. Nenhuma autoridade guianense se manifestou sobre as imagens divulgadas.
