Morador denuncia fraude em consórcio da Evoy após pagar mais de R$ 5 mil em Boa Vista

Raniely Carvalho
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Um morador de Boa Vista procurou a Polícia Civil para denunciar uma possível fraude em consórcio da Evoy, após pagar R$ 5.445,82 acreditando que receberia uma carta de crédito de R$ 40 mil. O caso foi registrado no 4º Distrito Policial e agora é investigado como estelionato e fraude na venda de consórcios.

Segundo o boletim de ocorrência, o denunciante, Edson Eduard Laurentino de Sousa, afirma que foi enganado por representantes da empresa Evoy Administradora de Consórcio Ltda.

Promessa de carta de crédito gerou suspeita de fraude em consórcio da Evoy

Edson relatou que recebeu uma proposta atraente: aderir a um consórcio que garantiria uma carta de crédito de R$ 40 mil. A funcionária identificada como Valentina teria apresentado o pacote, incluindo taxas de adesão e custos adicionais que totalizavam R$ 5.445,82.

O denunciante afirmou que, após o pagamento, foram repassadas várias datas para a suposta assembleia que liberaria a carta, porém, todas foram descumpridas.

A cada nova cobrança de explicações, Edson recebia justificativas diferentes e até a exigência de uma nova taxa, reforçando a suspeita de fraude em consórcio da Evoy.

Consumidor tenta cancelar contrato e descobre mais irregularidades

Diante das promessas não cumpridas, Edson optou por cancelar o consórcio e solicitar o reembolso.

Segundo ele, ao comparecer ao escritório da empresa, foi informado de que outras pessoas também aguardavam restituição e que o processo não seria imediato.

Além disso, representantes da Evoy teriam exigido uma taxa de 25% sobre o valor pago para liberar o cancelamento, outro indício que reforça a possível fraude em consórcio da Evoy.

O denunciante apresentou à polícia:

  • Cópia do contrato;

  • Carta de cancelamento assinada;

  • Print das conversas com a funcionária;

  • Dados de pagamento.

O procedimento foi registrado no dia 10 de novembro.

Polícia Civil investiga possível fraude em consórcio da Evoy em Boa Vista

Com o registro formalizado, a Polícia Civil deve apurar:

  • Se a empresa realmente possui autorização para operar consórcios;

  • Se houve enganação na venda da carta de crédito;

  • Se outras pessoas também foram vítimas da fraude em consórcio da Evoy;

  • Se há indícios de estelionato e associação criminosa.

O caso seguirá em investigação no 4º DP.

Empresa se manifesta

A assessoria de imprensa da Evoy Administradora de Consórcios enviou nota ao Portal Raniely Carvalho para esclarecer a denúncia publicada recentemente. A empresa afirma que segue todas as normas do Banco Central e nega comercializar ou prometer cotas contempladas.

Segundo a Evoy, todos os contratos passam por uma etapa obrigatória de pós-venda, na qual uma equipe entra em contato com o cliente para confirmar dados, reforçar as regras do consórcio e registrar a ligação para auditoria. A empresa destaca que a contemplação ocorre somente por sorteio ou lance.

Sobre pedidos de cancelamento, a nota explica que a devolução dos valores segue o que está previsto em contrato e na legislação vigente do sistema de consórcios.

A assessoria reforça que a Evoy mantém compromisso com transparência e permanece à disposição para novos esclarecimentos.

Qual foi o valor perdido pela vítima?

Edson afirma ter pago R$ 5.445,82 em taxas e custos apresentados como parte do consórcio.

O que a empresa prometeu?

Uma carta de crédito de R$ 40 mil, que nunca foi liberada.

A vítima tentou cancelar o contrato?

Sim. Ao solicitar o cancelamento, foi informado de que teria que pagar uma taxa de 25%.

O caso já está sendo investigado?

Sim. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar a possível fraude em consórcio da Evoy.

Outras pessoas também podem ter sido enganadas?

O denunciante afirma que o próprio escritório informou que outros clientes aguardavam reembolso, o que pode indicar mais vítimas.

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Raniely Carvalho é jornalista, fundadora e editora-chefe do Portal Raniely Carvalho. Natural de Boa Vista (RR), é formada pela Faculdade Atual da Amazônia e pela Estácio de Roraima. Com registro profissional (DRT 421/RR), atua há anos como repórter em emissoras locais e produz conteúdo focado em jornalismo regional, segurança pública e temas de interesse social.
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