Arraia no Rio Branco é flagrada próximo ao Mirante em Boa Vista

Raniely Carvalho
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Uma arraia no Rio Branco foi filmada nadando nas margens do rio, nas proximidades do Mirante, em Boa Vista, na noite desta sexta-feira (17).

O registro foi feito por um seguidor que passava pelo local e usou uma lanterna para iluminar o animal, que se movimentava calmamente nas águas rasas.

O vídeo mostra a arraia se aproximando da beira do rio, um comportamento comum nesta época do ano, quando o nível do Rio Branco costuma baixar e os animais se aproximam mais das margens em busca de alimento.

Orientação e cuidados ao entrar no Rio Branco

Após a circulação do vídeo, autoridades ambientais e moradores alertaram banhistas e visitantes sobre a necessidade de redobrar a atenção ao entrar no rio.
As arraias possuem um ferrão venenoso na cauda, que pode causar acidentes dolorosos e graves infecções se o animal for pisado ou provocado.

“Elas não atacam por instinto, apenas quando se sentem ameaçadas. O ideal é sempre entrar na água arrastando os pés, para evitar pisar nelas de surpresa”, explicou um morador da região ribeirinha.

Os especialistas reforçam que a presença de arraias no Rio Branco é natural e faz parte do equilíbrio ecológico local. Apesar de parecerem ameaçadoras, esses animais são pacíficos e fundamentais para o ecossistema aquático da Amazônia.

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Arraia no Rio Branco: parte da fauna amazônica

As arraias de água doce são típicas dos rios amazônicos, especialmente nas épocas de estiagem, quando a água fica mais transparente e o nível mais baixo.
Esses animais costumam se enterrar parcialmente na areia para se camuflar, o que aumenta o risco de acidentes com banhistas desavisados.

Caso ocorra uma ferroada, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente. O ferimento pode causar dor intensa, inchaço e risco de infecção.

Nunca tente remover o ferrão sozinho ou aplicar substâncias caseiras — apenas profissionais de saúde podem realizar o procedimento corretamente.

Registro viral

O vídeo que mostra a arraia no Rio Branco repercutiu nas redes sociais, com muitos internautas surpresos ao ver o animal tão próximo da área urbana.

Outros usuários destacaram a importância de preservar o rio e respeitar a fauna local, que convive diariamente com a movimentação humana nas margens do Mirante.

A ferroada de arraia é perigosa?

Sim. A ferroada da arraia é dolorosa e potencialmente perigosa, pois o ferrão libera um veneno proteico que causa dor intensa, inchaço, necrose (morte do tecido) e, em casos graves, infecção ou até choque.
O risco aumenta se o ferimento não for tratado corretamente nas primeiras horas.

O que fazer imediatamente após ser ferroado?

Saia da água com calma para evitar novos ferimentos.

Lave o local com água limpa (nunca água do rio).

Não tente remover o ferrão — isso pode causar hemorragia ou espalhar o veneno.

Mergulhe a área afetada em água quente (37–45°C) — o calor ajuda a neutralizar parte do veneno e aliviar a dor.

Procure atendimento médico o mais rápido possível.

Em Boa Vista, procure o pronto atendimento do HGR (Hospital Geral de Roraima) ou a unidade de saúde mais próxima.

Como evitar acidentes com arraias no Rio Branco?

Sempre entre no rio arrastando os pés na areia (movimento de “passos de arraia”), para afastar o animal antes de pisar.

Evite áreas rasas e lamacentas, onde elas costumam se esconder.

Não provoque ou toque nas arraias, mesmo que pareçam imóveis.

Redobre o cuidado durante o período de seca, quando o nível do Rio Branco está mais baixo.

A ferroada de arraia pode deixar sequelas?

Sim. Além da dor intensa, o ferimento pode evoluir para infecção, necrose (morte da pele e tecidos) e até necessidade de cirurgia reconstrutiva se não tratado a tempo.
Por isso, o atendimento médico imediato é essencial.

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Raniely Carvalho é jornalista, fundadora e editora-chefe do Portal Raniely Carvalho. Natural de Boa Vista (RR), é formada pela Faculdade Atual da Amazônia e pela Estácio de Roraima. Com registro profissional (DRT 421/RR), atua há anos como repórter em emissoras locais e produz conteúdo focado em jornalismo regional, segurança pública e temas de interesse social.
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