Polícia encontra armas usadas em sequestro de idoso em Mucajaí

Raniely Carvalho
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Poucas horas após a prisão de quatro suspeitos envolvidos em um sequestro de idoso em Mucajaí, uma ação integrada entre as Polícias Civil e Militar de Roraima levou à localização das armas usadas no crime.

O material foi encontrado em um terreno no Conjunto Cidadão, em Boa Vista, depois que um dos presos revelou o local exato onde os objetos haviam sido escondidos. Durante as buscas, os policiais também localizaram uma porção de droga e outros itens que podem ajudar nas investigações.

Segundo as autoridades, a operação faz parte do desdobramento do caso registrado na madrugada de segunda-feira (20), quando o idoso, de 66 anos, foi assaltado e sequestrado por dois homens armados que se passaram por policiais.

Relembre o caso: sequestro de idoso em Mucajaí

De acordo com as investigações, o crime ocorreu por volta das 3h da manhã. A vítima, que estava em casa, foi surpreendida por dois homens armados que invadiram a residência se identificando como policiais. Eles obrigaram o idoso a realizar uma transferência bancária de R$ 3.600 e, em seguida, o colocaram dentro da própria caminhonete Hilux, usada pelos criminosos na fuga.

Durante o sequestro de idoso em Mucajaí, ele foi agredido e ameaçado de morte. Foi também abandonado ferido às margens da BR-174, de onde foi socorrido por um motorista que passava pelo local e levado ao Hospital Estadual de Roraima, onde permanece em estado estável.

Logo após o crime, equipes da PMRR e da Polícia Civil iniciaram as buscas. Por volta das 7h45, os policiais avistaram a caminhonete roubada na BR-401, em direção à fronteira com a Guiana. O motorista ignorou a ordem de parada, mas o veículo foi interceptado após um cerco policial.

Os suspeitos, Kayllan Menezes Cruz, Jucelino Dias da Silva, Marlon Eduardo Oliveira Rodrigues e Fábio Rodrigues Moraes — foram presos e confessaram participação no sequestro e roubo.

Todo o material apreendido, incluindo armas, celulares e entorpecentes, foi encaminhado à Polícia Civil, que segue com as investigações para identificar outros possíveis envolvidos.

Entenda como agir em casos de sequestro ou assalto

Casos como o sequestro de idoso em Mucajaí evidenciam a importância de agir rapidamente e buscar ajuda policial imediata. Veja abaixo as principais orientações das forças de segurança:

  1. Mantenha a calma e não reaja. A prioridade é preservar a vida.

  2. Observe detalhes (veículo, roupas, direção de fuga) — essas informações são fundamentais para a polícia.

  3. Acione o 190 (PM) imediatamente, mesmo que o crime ainda esteja em andamento.

  4. Caso a vítima tenha sido levada, informe características e horários exatos. Cada minuto é crucial.

  5. Registre o boletim de ocorrência e colabore com as investigações, fornecendo dados bancários, de localização e possíveis testemunhas.

O que é considerado sequestro?

É o ato de privar alguém de sua liberdade, geralmente com ameaça ou violência, para obter vantagem financeira ou forçar alguma ação da vítima.

Qual a diferença entre roubo e extorsão?

O roubo envolve subtração de bens mediante violência ou ameaça imediata.
A extorsão, como neste caso, ocorre quando o criminoso obriga a vítima a transferir dinheiro ou realizar ações contra sua vontade, sob ameaça.

O que fazer se alguém da família for sequestrado?

Não tente negociar diretamente com os sequestradores.

Comunique-se imediatamente com a Polícia Civil (197) ou PM (190).

Registre todas as ligações e mensagens recebidas.

Evite divulgar informações nas redes sociais, o que pode prejudicar as buscas.

O que é feito com as armas apreendidas?

Todo armamento passa por perícia balística, para confirmar se foi usado em outros crimes. Após isso, o material é encaminhado à Justiça e pode ser destruído conforme determinação judicial.

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Raniely Carvalho é jornalista, fundadora e editora-chefe do Portal Raniely Carvalho. Natural de Boa Vista (RR), é formada pela Faculdade Atual da Amazônia e pela Estácio de Roraima. Com registro profissional (DRT 421/RR), atua há anos como repórter em emissoras locais e produz conteúdo focado em jornalismo regional, segurança pública e temas de interesse social.
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