Jovem de 20 anos executado em Boa Vista. Identificado como Isack Carvalho, de 20 anos, foi assassinado a tiros na noite desta quinta-feira (30), no bairro Nova Cidade, zona Oeste.
O crime, cometido por uma dupla em motocicleta, chocou moradores da região e aumentou o clima de tensão na área, que já havia registrado outros casos de violência nas últimas semanas.
Jovem de 20 anos executado no meio da rua
De acordo com informações da Polícia Militar de Roraima (PMRR), Isack estava caminhando pela rua onde morava, por volta das 21h, quando foi interceptado por dois homens em uma motocicleta.
Ao perceber a aproximação suspeita, o jovem tentou fugir correndo, mas foi alcançado pelos criminosos, que dispararam diversas vezes, atingindo principalmente a cabeça e o pescoço da vítima.
Moradores relataram ter ouvido vários tiros em sequência, seguidos de gritos de socorro.
Após o ataque, os atiradores fugiram em alta velocidade, tomando rumo ignorado antes da chegada das autoridades.
Tentativa de socorro e morte no hospital
Testemunhas correram até o local e encontraram Isack caído em frente a uma residência, com múltiplas perfurações.
Ele foi socorrido por vizinhos em um carro particular e levado ao Hospital Geral de Roraima (HGR), mas não resistiu aos ferimentos e morreu pouco depois de dar entrada na unidade de saúde.
Segundo relatos médicos, o jovem chegou em estado gravíssimo, com ferimentos compatíveis com tiros de arma de fogo de calibre médio, possivelmente uma pistola.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exame de necropsia para determinar o número exato de disparos e o tipo de armamento utilizado.
Investigação e linhas de apuração
O caso será investigado pela Delegacia Geral de Homicídios (DGH), que já iniciou as diligências para identificar os autores e a motivação do crime.
Equipes da perícia técnica estiveram no local e recolheram projéteis e cápsulas de munição, além de vestígios biológicos que podem auxiliar na investigação.
De acordo com as informações preliminares repassadas à DGH, a execução ocorreu de forma premeditada, com os atiradores aguardando a passagem da vítima.
A hipótese de acerto de contas ou execução relacionada a rivalidade criminosa não está descartada, mas será tratada com cautela até a conclusão da perícia.
“O modo de execução sugere que a vítima era o alvo direto dos criminosos. Estamos levantando histórico pessoal, redes sociais e eventuais registros policiais para entender o contexto do crime”, afirmou um investigador da DGH.
Jovem de 20 anos executado: saiba quem era a vítima
Até o momento, familiares de Isack, jovem de 20 anos executado, preferiram não comentar o caso publicamente, mas confirmaram que o jovem morava com parentes no bairro Nova Cidade e trabalhava como ajudante de serviços gerais.
Vizinhos descreveram a vítima como “tranquila e reservada”, afirmando que nunca imaginaram que ele pudesse ser alvo de uma execução.
“A gente se conhecia de vista, ele era quieto, sempre cumprimentava todo mundo. Foi muito rápido, ninguém entendeu nada”, relatou uma moradora que presenciou o crime de dentro de casa.
Nova Cidade: bairro marcado pela violência
O bairro Nova Cidade, na zona Oeste de Boa Vista, tem sido um dos principais pontos de ocorrências de homicídios e assaltos nos últimos meses.
Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de Roraima (Sesp-RR), o bairro aparece entre os três mais violentos da capital, concentrando casos de execuções a tiros e tráfico de drogas.
Policiais afirmam que a região é rota de fuga para criminosos que atuam em bairros vizinhos, como o Senador Hélio Campos e Cambará, o que dificulta o patrulhamento.
Em resposta ao crime relacionado ao acontecimento do jovem de 20 anos executado, a PM intensificou o policiamento ostensivo, mas reconhece que a presença de facções tem contribuído para o aumento dos crimes violentos.
Próximos passos da polícia
A Delegacia Geral de Homicídios trabalha agora na coleta de imagens de câmeras de segurança da região, que podem ajudar a identificar a motocicleta e os executores.
Os investigadores também devem analisar o histórico da vítima, cruzando informações com ocorrências recentes de ameaças ou brigas.
Além disso, será solicitado um laudo balístico dos projéteis encontrados, que podem revelar o calibre e vincular o crime a outras execuções registradas em Boa Vista.
“Esses homicídios cometidos por dupla em moto seguem um padrão. Identificar o calibre e o tipo de arma ajuda a saber se estamos diante do mesmo grupo ou de casos isolados”, explicou um perito da Polícia Civil.
Reforço no patrulhamento e apelo à população
Após o crime, a Polícia Militar reforçou o policiamento nas principais vias do bairro Nova Cidade e na Avenida Ataíde Teive, uma das rotas de fuga utilizadas pelos criminosos.
Equipes da Força Tática e do Choque também foram acionadas para fazer varreduras e averiguar denúncias de movimentação suspeita para achar o mandante do crime que ocasionou no jovem de 20 anos executado.
A Polícia Civil reforça o pedido de denúncias anônimas que possam levar à identificação dos assassinos.
Qualquer informação pode ser repassada de forma sigilosa pelo Disque-Denúncia 181.
Aumento de execuções em Boa Vista
O assassinato de Isack Carvalho se soma a uma sequência de homicídios ocorridos em Boa Vista nos últimos dias.
Além do jovem de 20 anos executado, somente nesta semana, três jovens foram mortos em circunstâncias semelhantes duplas em moto, tiros direcionados e fuga rápida, padrão que preocupa as autoridades.
Esses crimes reforçam a tese de ajustes entre grupos criminosos rivais e expansão de facções locais, segundo fontes da DGH.
Apesar dos esforços das forças de segurança, Boa Vista vive um cenário de escalada de violência, que exige investigações integradas e políticas públicas de prevenção.
Enquanto a Delegacia Geral de Homicídios tenta identificar os executores e a motivação, a comunidade clama por segurança e respostas rápidas.
A polícia reforça que qualquer informação que leve à prisão dos suspeitos pode ser repassada anonimamente pelo 181.
Como a polícia identifica o tipo de arma e calibre usado no crime?
Os peritos criminais recolhem cápsulas e projéteis encontrados no local e os analisam no Laboratório de Balística Forense.
Cada arma de fogo possui marcas únicas na bala e no estojo, conhecidas como impressões balísticas.
Essas marcas são comparadas a bancos de dados nacionais (como o SINAB) para identificar se a arma já foi usada em outros crimes.
Como os investigadores determinam se um homicídio foi uma execução premeditada?
A premeditação é sugerida quando há planejamento e escolha de momento e local, além de precisão nos disparos (geralmente na cabeça ou no tórax).
No caso de Isack, os tiros direcionados e a fuga organizada indicam execução intencional, e não um homicídio por impulso.
Análises de câmeras, testemunhos e mensagens de celular podem confirmar se a vítima era vigiada antes do ataque.
Qual a importância da análise de câmeras e da triangulação de telefonia?
As câmeras de segurança ajudam a reconstruir o trajeto dos criminosos, identificar modelo e cor da moto, e até detalhes de capacetes e roupas.
Já a triangulação de sinal de celular, feita com mandado judicial, permite cruzar o posicionamento dos telefones da vítima e dos suspeitos, mostrando quem estava na área do crime no momento do disparo.
Essas provas técnicas têm grande valor para construir a linha do tempo e associar suspeitos à cena do crime.
