Um levantamento realizado pelo detetive particular Givaldo, divulgado em entrevista ao Portal Porto Alegre 24 Horas, apontou que 70% das traições investigadas por ele envolvem homens que mantêm relacionamentos extraconjugais com outros homens ou travestis.
Segundo o investigador, a maior parte dessas interações ocorre por meio de encontros ocasionais, sem qualquer intenção de estabelecer vínculos duradouros.
Para ele, esse padrão se repete em praticamente todos os anos de trabalho, aumentando de forma perceptível nos últimos cinco anos.
O dado chama atenção por revelar um lado pouco discutido da infidelidade masculina, geralmente associada a relações heterossexuais. No entanto, o detetive afirma que a realidade é bem diferente do imaginário comum.
Comportamento discreto e encontros sem vínculo
De acordo com Givaldo, os homens que aparecem nesses casos buscam experiências rápidas, marcadas pela ausência de envolvimento emocional.
O detetive relata que muitos tentam manter sigilo absoluto, usando aplicativos, nomes falsos e encontros em locais isolados para evitar qualquer possibilidade de exposição.
Nessas situações, o comportamento se repete: encontros diretos, sem continuidade e sem intenção de aprofundar qualquer tipo de relação.
Para o profissional, esse padrão mostra que, na maioria dos episódios, a infidelidade está relacionada à curiosidade, fantasia ou busca por algo diferente da rotina.
Vida dupla e contraste entre imagem pública e privada
O detetive afirma que boa parte dos investigados mantém imagem conservadora diante da família e dos amigos.
São homens que aparentam seguir padrões tradicionais, mas adotam comportamentos distintos em ambientes privados.
Segundo ele, isso explica por que 70% das traições acabam revelando uma vida paralela, muitas vezes completamente desconhecida pela parceira.
Esse contraste entre aparência e realidade, segundo o investigador, é um dos fatores que mais surpreendem os clientes que contratam o serviço de monitoramento.
O choque acontece porque muitas famílias não imaginam que a traição possa envolver relações homoafetivas ou encontros com travestis.
Perfil das traições com mulheres
O levantamento também revela que três em cada dez casos investigados envolvem relacionamentos extraconjugais com mulheres.
Nessas situações, o padrão é diferente: há maior tendência à continuidade da relação.
Segundo Givaldo, os homens envolvidos com amantes mulheres costumam manter vínculos mais estáveis, com encontros recorrentes, trocas de mensagens frequentes e até envolvimento emocional.
Essas relações são descritas como mais duradouras, quase sempre exigindo acompanhamento prolongado para reunir provas.
O detetive explica que esses casos refletem a ideia mais conhecida de traição, com encontros frequentes e aproximação gradual.
Mudanças no comportamento afetivo e sexual
Os dados apresentados pelo detetive revelam uma transformação evidente nos padrões de infidelidade.
Segundo ele, os casos acompanhados indicam que muitos homens vivem conflitos entre desejos e expectativas colocadas pela vida social.
A busca por experiências novas, a facilidade de acesso a aplicativos e a possibilidade de contato rápido são fatores que ajudam a explicar o comportamento identificado nas investigações.
O levantamento reforça que 70% das traições seguem um padrão que ignora envolvimento afetivo e prioriza encontros casuais.
Para o especialista, esse cenário mostra como as formas de se relacionar vêm se alterando ao longo dos anos, inclusive no campo da infidelidade.
Impacto social e emocional desse tipo de caso
Para as famílias envolvidas nesses 70% das traições, a descoberta costuma ser traumática.
Segundo Givaldo, muitos clientes enfrentam choque emocional, já que o perfil da traição nem sempre corresponde ao que se espera.
Além do impacto pessoal, há questões sociais que influenciam as reações. Em muitos casos, o homem investigado mantém discurso conservador e postura pública rígida, o que torna a revelação ainda mais delicada para a família.
Mesmo assim, o detetive afirma que a busca por investigações desse tipo tem crescido.
A combinação de aplicativos e encontros casuais tem tornado as infidelidades mais discretas e difíceis de identificar sem monitoramento profissional.
O que significa o dado de que 70% das traições envolvem homens com outros homens?
Significa que, segundo o detetive, a maioria dos casos investigados envolve relações masculinas, muitas vezes com travestis ou amigos próximos.
Esses encontros costumam ser duradouros?
Não. O detetive afirma que, nesses casos, os encontros geralmente são rápidos, discretos e sem intenção de continuidade.
Esse tipo de traição envolve sentimentos?
A maioria não. O levantamento aponta que os casos associados a homens ou travestis raramente envolvem afeto, sendo motivados por curiosidade ou desejo momentâneo.
Há traições com mulheres?
Sim. Cerca de 30% dos casos envolvem mulheres, e nessas situações a tendência é que haja vínculo mais estável.
Esse comportamento tem aumentado?
Sim. O detetive relata que o número de casos envolvendo homens cresceu nos últimos anos, impulsionado por aplicativos e encontros casuais.
As famílias costumam saber desse comportamento?
Em geral, não. Muitos dos investigados mantêm vida dupla e postura conservadora, escondendo esses encontros.
