Funcionário denuncia ataque racista em farmácia de Boa Vista próxima ao HGR

Raniely Carvalho
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Não há confirmação. O boletim apenas descreve as ameaças verbais.Um ataque racista em farmácia de Boa Vista foi registrado nessa semana por um funcionário que trabalhava em um estabelecimento localizado em frente ao Hospital Geral de Roraima (HGR).

Segundo o relato, um homem de nacionalidade venezuelana entrou no local proferindo insultos raciais, xenofobia e ameaças de morte.

A vítima afirma que a situação aconteceu de forma repentina, sem qualquer contato anterior com o suspeito.

Ofensas começaram no momento em que suspeito entrou

De acordo com o boletim de ocorrência, o agressor entrou na farmácia já atacando verbalmente o funcionário.
Entre as expressões utilizadas, o trabalhador foi chamado de:

  • “mac4co”;

  • “brasileiro pret0”;

  • “negr0”.

O denunciante afirmou que o suspeito repetia que “odiava brasileiro preto” enquanto avançava em sua direção.
As palavras foram mencionadas de acordo com o registro, e o funcionário afirmou que ficou chocado com a violência verbal.

Ataque racista em farmácia de Boa Vista: ameaças foram registradas no boletim

Além dos insultos raciais no ataque racista em farmácia de Boa Vista, o homem teria afirmado que iria “degolar” o trabalhador.

A ameaça fez com que colegas que estavam no balcão se afastassem, temendo que o agressor estivesse armado.

O suspeito não ficou muito tempo no local.
Após a série de ofensas, ele fugiu da farmácia antes que alguém conseguisse acionar as equipes de segurança da região.

Esse trecho foi reforçado no boletim, o que ajudou a caracterizar o ataque racista em farmácia de Boa Vista como um caso de injúria racial somado à ameaça.

Funcionário diz que nunca viu o agressor

A vítima relatou que não conhecia o suspeito e nunca havia tido contato com ele.
Colegas de trabalho também afirmaram que era a primeira vez que o homem entrava no estabelecimento.

“Ele chegou falando comigo como se me conhecesse, mas eu nunca vi esse rapaz na minha vida”, relatou o funcionário ao portal.

A falta de vínculo entre agressor e vítima indica que o incidente não teve motivação pessoal, mas sim hostilidades generalizadas, segundo o depoimento.

Vítima entregou vídeo como prova

O trabalhador contou que possui um vídeo registrando o momento em que o venezuelano dispara as ofensas.
Ele disse que está disposto a divulgar as imagens como forma de alerta, mas pediu que seu rosto seja preservado por segurança.

“Caso eu divulgue, peço que meu rosto seja borrado, por precaução. Quero que o vídeo sirva de denúncia e para evitar que outras pessoas passem por isso”, afirmou.

A gravação será anexada ao processo e pode ajudar na identificação do suspeito.

Xenofobia também foi citada no depoimento

O boletim indica que, além das ofensas raciais, o trabalhador relatou xenofobia dirigida aos brasileiros citados pelo agressor de forma depreciativa.
O suspeito, apesar de estrangeiro, teria afirmado que “odiava brasileiro preto”.

Esse elemento levou o comunicante a registrar não apenas injúria racial, mas também xenofobia e ameaça de morte.
A soma dos três elementos torna o caso ainda mais grave, segundo a Polícia Civil.

Caso segue na Polícia Civil

A Delegacia foi acionada e registrou o caso como injúria racial, xenofobia e ameaça.
A investigação agora segue para identificar o agressor e colher informações adicionais.

Imagens de segurança da farmácia e estabelecimentos vizinhos também devem ser solicitadas para auxiliar na localização do suspeito.

Segundo a Polícia, esse tipo de ocorrência tem se tornado mais comum em áreas comerciais próximas ao HGR, onde há grande circulação de pessoas.

Episódios de violência verbal crescem em áreas comerciais

Funcionários de estabelecimentos da região relataram que ataques verbais têm aumentado, especialmente envolvendo discussões, ofensas e episódios de intolerância.

Moradores e trabalhadores próximos ao hospital afirmam que episódios de violência verbal, álcool e conflitos rápidos se tornaram frequentes.
Apesar disso, casos com conteúdo racial como o registrado neste ataque racista em farmácia de Boa Vista não são comuns e chamaram atenção de quem presenciou.

A instituição onde o funcionário trabalha informou que prestou apoio ao servidor e acompanha o andamento do caso.

Onde aconteceu o ataque?

Em uma farmácia localizada em frente ao Hospital Geral de Roraima.

O agressor foi identificado?

Ainda não. Ele fugiu logo após as ofensas.

Quais crimes foram registrados no boletim?

Injúria racial, xenofobia e ameaça de morte.

O funcionário conhece o agressor?

Não. Ele afirmou que nunca havia visto o suspeito.

Há vídeo do momento das ofensas?

Sim. A vítima possui gravação e pediu que sua imagem seja preservada caso o vídeo seja divulgado.

O agressor estava armado?

Não há confirmação. O boletim apenas descreve as ameaças verbais.

Qual é o próximo passo da investigação?

A Polícia Civil deve analisar o vídeo, ouvir testemunhas e tentar localizar o suspeito.

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Raniely Carvalho é jornalista, fundadora e editora-chefe do Portal Raniely Carvalho. Natural de Boa Vista (RR), é formada pela Faculdade Atual da Amazônia e pela Estácio de Roraima. Com registro profissional (DRT 421/RR), atua há anos como repórter em emissoras locais e produz conteúdo focado em jornalismo regional, segurança pública e temas de interesse social.
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