Instabilidade na Cloudflare derruba centenas de sites pelo mundo nesta terça (18)

Raniely Carvalho
6 min Read

Uma instabilidade na Cloudflare provocou falhas generalizadas na manhã desta terça-feira (18), afetando mais de 500 sites e aplicativos em vários países, incluindo o Brasil.

Usuários relataram impossibilidade de acessar plataformas como X (antigo Twitter), ChatGPT, Discord, Steam, Canva e até o DownDetector, serviço usado justamente para monitorar quedas.

Relatos começaram por volta das 8h30 (horário de Brasília) e aumentaram rapidamente. Em muitos casos, a página retornava “Erro 500”, travava no carregamento ou exibia a mensagem pedindo para desbloquear funções da Cloudflare.

A própria empresa informou, em comunicados sucessivos, que já identificou o erro e tenta retomar a normalidade.

Erros relatados por usuários no Brasil e no exterior

A instabilidade na Cloudflare afetou sites jornalísticos, serviços de streaming, lojas virtuais e até sistemas internos de empresas.
Alguns dos problemas mais comuns relatados foram:

  • falha total no carregamento;

  • páginas travando na autenticação;

  • solicitações para passar por “challenge” da Cloudflare;

  • erros 500 consecutivos;

  • lentidão no painel interno da própria Cloudflare.

A situação gerou picos de reclamações nas redes sociais e obrigou diversas empresas a emitir comunicados emergenciais.

O que é a Cloudflare e por que afeta tanta coisa

A Cloudflare é uma das maiores redes de distribuição de conteúdo do mundo (CDN), responsável por roteamento, segurança e aceleração de tráfego de milhões de sites.
Ela funciona como uma espécie de porta de entrada para páginas hospedadas em qualquer lugar do planeta.

Quando ocorre uma instabilidade na Cloudflare, o impacto atinge não apenas um site individual, mas uma cadeia de serviços que depende dessa ponte para carregar conteúdo.

A empresa também atua na prevenção de ataques, bloqueando tentativas maliciosas antes que alcancem o destino final. Por isso, qualquer falha no sistema atinge:

  • plataformas de pagamento;

  • serviços de mensagens;

  • lojas online;

  • servidores corporativos;

  • aplicativos populares;

  • ferramentas de IA, como o ChatGPT.

Especialista explica riscos da dependência

Fernando Corrêa, CEO da Security First e especialista em segurança digital, comparou a Cloudflare a um “porteiro” de milhões de sites.
Ele explicou que, quando esse porteiro encontra um problema, diversos serviços ficam inacessíveis.

Corrêa afirma que empresas devem trabalhar com alternativas de proteção distribuída para evitar interrupções amplas.
Segundo ele, a dependência excessiva de uma única infraestrutura expõe plataformas ao risco de falhas globais, como a registrada nesta terça-feira.

O especialista cita que sua empresa utiliza sistemas separados em diversos ambientes, o que reduz o impacto em momentos de queda generalizada.

Plataformas afetadas no Brasil

Entre os serviços usados por brasileiros que sofreram impacto devido à instabilidade na Cloudflare, estão:

  • X (antigo Twitter) — mensagens de erro e feed que não atualizava

  • ChatGPT — falha de conexão e aviso sobre ferramentas da Cloudflare

  • Discord — quedas sucessivas

  • Steam — lentidão e falhas no login

  • Canva — bloqueios e recusa de autenticação

  • DownDetector — saindo do ar justamente durante o monitoramento

Alguns bancos e portais de notícias também relataram travamentos intermitentes.

Linha do tempo da queda

8h30 — Início dos relatos

Usuários começam a reclamar em redes sociais e fóruns sobre dificuldade para acessar plataformas diversas.

8h58 — Primeiro comunicado da Cloudflare

A empresa reconhece a falha e diz estar analisando os erros 500.

9h21 — Indicação de recuperação parcial

A Cloudflare informa que parte do serviço está voltando, mas que muitos clientes continuam enfrentando problemas.

10h09 — Raiz da falha identificada

A empresa confirma que descobriu o motivo da instabilidade na Cloudflare, mas evita divulgar detalhes técnicos.

10h58 — Nova atualização

O comunicado registra que equipes trabalham para restaurar todos os sistemas, incluindo a API e o painel administrativo.

Até o fechamento desta matéria, a empresa seguia com equipes técnicas atuando.

Posição oficial da empresa

Em nota, a Cloudflare informou que trabalha de forma contínua para restaurar o tráfego global.
A empresa afirmou que:

  • identificou a origem do erro;

  • equipes técnicas estão atuando;

  • o impacto ainda é analisado;

  • novas atualizações serão divulgadas “em breve”.

A nota reforça que até o painel da própria Cloudflare apresentou falhas devido ao volume de erros e tentativas de conexão.

Histórico de instabilidade na Cloudflare

Não é a primeira vez que a Cloudflare enfrenta problemas.
Nos últimos anos, a empresa teve incidentes que afetaram grandes plataformas simultaneamente, sempre com queda em cadeia por causa da quantidade de sites que utiliza seus serviços.

Especialistas alertam que interrupções como a desta terça reforçam o debate sobre descentralização de infraestrutura, tema que vem ganhando força no setor de tecnologia.

O que aconteceu com a Cloudflare hoje?

Uma falha interna provocou erros de conexão e derrubou centenas de sites globalmente.

Quais serviços foram afetados?

X, ChatGPT, Discord, Canva, Steam, DownDetector e vários sites jornalísticos.

A falha já foi resolvida?

A empresa informou que identificou a causa e trabalha na restauração, mas ainda há instabilidade.

O que é a Cloudflare?

É uma rede de distribuição de conteúdo que protege e acelera sites, servindo como ponte entre o usuário e o servidor final.

Por que tanta coisa caiu ao mesmo tempo?

Muitos serviços utilizam a Cloudflare para segurança e tráfego. Quando ela falha, o impacto é amplo.

A falha compromete dados pessoais?

Até o momento, não há indicação de vazamento ou problema ligado a segurança de dados.

A instabilidade afeta apenas o Brasil?

Não. O problema é global e atinge usuários em vários países.

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Raniely Carvalho é jornalista, fundadora e editora-chefe do Portal Raniely Carvalho. Natural de Boa Vista (RR), é formada pela Faculdade Atual da Amazônia e pela Estácio de Roraima. Com registro profissional (DRT 421/RR), atua há anos como repórter em emissoras locais e produz conteúdo focado em jornalismo regional, segurança pública e temas de interesse social.
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