Profissionais de saúde são resgatados após ameaças de morte em comunidade indígena Sananau, no Auaris

Raniely Carvalho
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Quatro profissionais de saúde foram resgatados após ameaças de morte em comunidade indígena Sananau, na região do Auaris, precisaram ser resgatados às pressas após denunciarem ameaças de morte feitas por indígenas da área. O caso ocorreu nesta semana e foi relatado diretamente pela equipe ao Portal Raniely Carvalho.

Conflito começou após enfermeiro impedir retirada de equipamento do posto

Segundo os profissionais, a tensão começou quando um enfermeiro impediu que um indígena, identificado como Kujubim, levasse uma lanterna pertencente ao posto de saúde. O objeto seria de uso da unidade, e a negativa teria provocado a revolta de alguns indígenas da comunidade.

Ainda conforme os relatos, a situação rapidamente se agravou e os trabalhadores passaram a ser ameaçados. Eles afirmam que ficaram trancados dentro do posto, temendo serem atacados.

Trechos das mensagens enviadas ao portal mostram o desespero da equipe:

“Os índios desde ontem tão querendo matar nós aqui no posto, e nada de ninguém vim resgatar nós. Tá aterrorizante aqui.”

“Somos 4 colaboradores da saúde. Estamos trancados dentro do posto e tão querendo matar a equipe porque o enfermeiro não deixou carregar a lanterna.”

Imagens mostram indígenas armados perto do posto de saúde

Os profissionais enviaram fotos e vídeos que mostram indígenas armados circulando próximos à unidade de saúde, reforçando o clima de ameaça. Segundo eles, o grupo permanecia rondando o local e impedindo que a equipe saísse com segurança.

Diante do risco, o pedido de resgate foi acionado ainda na noite anterior, mas só na manhã seguinte a equipe conseguiu ser retirada da comunidade.

Profissionais foram levados para Surucucu, uma base de apoio na Terra Yanomami

A operação de retirada levou os quatro trabalhadores para a região de Surucucu, onde funciona uma das principais bases de apoio operacional na Terra Yanomami.

A evacuação ocorreu sem feridos, mas os profissionais relataram forte abalo emocional após horas sob tensão extrema por conta das ameaças de morte em comunidade indígena Sananau.

Até o momento, nenhuma autoridade federal ou estadual divulgou nota oficial sobre o caso de ameaças de morte em comunidade indígena Sananau. O Portal Raniely Carvalho solicitou posicionamento à Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) e segue aguardando retorno.

Investigação deve apurar responsabilidades e garantir segurança das equipes

O episódio de ameaças de morte em comunidade indígena Sananau reacende preocupações sobre a segurança de equipes de saúde que atuam em áreas remotas e, por vezes, de difícil acesso. Situações de conflito envolvendo profissionais e comunidades indígenas têm sido registradas com maior frequência nos últimos anos, especialmente em regiões de tensão territorial e social.

A SESAI deverá avaliar a retomada dos atendimentos na comunidade Sananau e estabelecer medidas de segurança para futuras equipes que atuem na região.

O indígena apontado como pivô do conflito foi identificado?

Os profissionais mencionam um indígena identificado como Kujubim, mas não há informação oficial sobre medidas tomadas em relação a ele.

O que a equipe de saúde pede às autoridades?

Os profissionais relatam que temiam ser mortos e pedem mais segurança, suporte e respostas rápidas em situações de risco dentro da Terra Yanomami.

Quantos profissionais estavam no posto de saúde?

Eram quatro profissionais de saúde atuando na comunidade indígena Sananau no momento em que as ameaças foram relatadas.

Onde aconteceu o caso com os profissionais de saúde?

O caso ocorreu na comunidade indígena Sananau, na região do Auaris, dentro da Terra Yanomami, em Roraima.

Por que os profissionais de saúde foram ameaçados?

Segundo a equipe, o conflito começou após o enfermeiro impedir que um indígena levasse uma lanterna pertencente ao posto de saúde. A partir disso, teriam começado as ameaças.

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Raniely Carvalho é jornalista, fundadora e editora-chefe do Portal Raniely Carvalho. Natural de Boa Vista (RR), é formada pela Faculdade Atual da Amazônia e pela Estácio de Roraima. Com registro profissional (DRT 421/RR), atua há anos como repórter em emissoras locais e produz conteúdo focado em jornalismo regional, segurança pública e temas de interesse social.
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