Operação Ilíria: investigado por exploração sexual se apresenta à Polícia Civil

Raniely Carvalho
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O jovem K.W.S.P., de 20 anos, alvo de mandado de prisão temporária no âmbito da Operação Ilíria, se apresentou nesta segunda-feira (29) à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), em Boa Vista. Ele estava acompanhado de advogado.

A prisão foi cumprida imediatamente, conforme informou o delegado adjunto da DPCA, Matheus Rezende, que coordena as investigações. Segundo ele, a apresentação ocorreu em razão da pressão das diligências policiais realizadas desde a deflagração da operação.

Histórico da Operação Ilíria

A Operação Ilíria foi deflagrada em 25 de setembro pela Polícia Civil de Roraima para investigar crimes de favorecimento à prostituição de adolescentes, associação criminosa, fornecimento de bebida alcoólica a menores e porte ilegal de arma de fogo.

Na ocasião, foram cumpridos sete mandados judiciais, incluindo cinco de busca e apreensão domiciliar e duas prisões temporárias.

Entre os investigados estão:

  • um oficial da Polícia Militar (E.C.L., de 43 anos),

  • um agente de polícia (E.R.C., de 57 anos),

  • um gerente comercial (R.N.A.L., de 49 anos),

  • um analista judiciário (F.F.S., de 49 anos),

  • além de K.W.S.P., de 20 anos, que não havia sido localizado durante as buscas.

Prisão de investigados

OPERAÇÃO ILÍRIA: Polícia Civil cumpre mandado de prisão após suspeito se apresentar na DPCA
Suspeito se entregou acompanhado de advogado

Durante a primeira fase da operação, o oficial da PM foi preso na Rodoviária Internacional de Boa Vista ao desembarcar de um ônibus vindo do Amazonas. Já K.W.S.P. permaneceu foragido até se apresentar voluntariamente na sede da DPCA nesta semana.

Após a formalização do mandado, ele foi encaminhado para audiência de custódia nesta terça-feira (30).

Investigações em andamento

De acordo com o delegado Rezende, as investigações continuam para identificar novas vítimas e possíveis envolvidos no esquema de exploração sexual de adolescentes.

A operação contou com o apoio de várias unidades da Polícia Civil, incluindo o Grupo de Resposta Tática (GRT) e o Instituto de Criminalística Perito Dimas Almeida (ICPDA), sob a coordenação dos delegados Kássia Poersh, Leonardo Michell, César Lunkes e Franco Abruzzi Ghiggi.

Origem do nome

O nome Ilíria faz referência à obra Noite de Reis, de William Shakespeare. O termo remete a um cenário de disfarces e manipulação, simbolizando a conduta dos investigados, que teriam usado cargos públicos e aparência de respeitabilidade para ocultar crimes graves contra adolescentes.

Com informações da Polícia Civil de Roraima / Secom Roraima

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Raniely Carvalho é jornalista, fundadora e editora-chefe do Portal Raniely Carvalho. Natural de Boa Vista (RR), é formada pela Faculdade Atual da Amazônia e pela Estácio de Roraima. Com registro profissional (DRT 421/RR), atua há anos como repórter em emissoras locais e produz conteúdo focado em jornalismo regional, segurança pública e temas de interesse social.
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