Operação Ouro de Tolo: Polícia Civil de Roraima desarticula quadrilha especializada em roubo de ouro em garimpos

Raniely Carvalho
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A Operação Ouro de Tolo foi deflagrada pela Polícia Civil de Roraima (PCRR) nesta quarta-feira (10) e mira uma quadrilha interestadual responsável por diversos roubos armados em garimpos e por grandes esquemas de roubo de ouro em diferentes regiões do país. A ofensiva integra ações simultâneas em seis estados e cumpre 22 mandados de busca e apreensão e oito mandados de prisão.

Coordenada pela DRACO (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas), a ação contou com o apoio das Polícias Civis de São Paulo, Pernambuco, Maranhão, Pará e Amapá, desarticulando um dos grupos mais articulados e violentos que atuavam em garimpos nos últimos anos.

A Operação Ouro de Tolo e o esquema criminoso

Segundo o delegado Wesley Costa de Oliveira, titular da DRACO e responsável pela coordenação geral da Operação Ouro de Tolo, a quadrilha utilizava logística complexa, armamento pesado e planejamento estratégico para executar assaltos em garimpos.

“Estamos desarticulando uma quadrilha que agia de forma violenta e altamente lucrativa, roubando ouro de garimpeiros em vários estados. A estrutura criminosa cresceu de forma profissional, colocando em risco a vida de pessoas que buscavam sustento no garimpo”, afirmou o delegado.

A Operação Ouro de Tolo vinha sendo planejada há meses após investigações apontarem conexões entre criminosos de diferentes estados, todos responsáveis por ataques a garimpos isolados, onde vítimas eram rendidas e tinham grandes quantidades de ouro levadas sob grave ameaça.

Operação Ouro de Tolo para desarticular quadrilha especializada em roubo de ouro em garimpos
Operação foi realizada para desarticular quadrilha especializada em roubo de ouro em garimpos

Atuação em três municípios de Roraima

A fase em Roraima da Operação Ouro de Tolo abrangeu os municípios de Boa Vista, Bonfim e Rorainópolis.

Em Bonfim, os trabalhos foram comandados pelo delegado Hugo Cardias.
Em Rorainópolis, a operação esteve sob coordenação do delegado Hans Hellebrandt.
Em Boa Vista, participaram equipes das seguintes unidades:

  • DGH – Delegacia Geral de Homicídios (delegados Luiz Fernando e Carlos Henrique)

  • NIPD – Núcleo de Investigação de Pessoas Desaparecidas (delegado Jean Daniel)

  • 2º DP – delegado Ricardo Daniel

  • 1º DP – delegada Jéssica Muniz

  • 4º DP – delegado Jonathan Freese

A cooperação entre delegacias reforça o caráter interestadual e articulado da operação.

Por que o nome Operação Ouro de Tolo?

O nome é uma referência direta à ilusão de riqueza que os criminosos acreditavam ter conquistado roubando ouro de garimpeiros. Também a uma música do cantor Raul Seixas com o mesmo nome.

Tal como na expressão popular “ouro de tolo”, aquilo que parecia fortuna revelou-se sem valor quando confrontado com a ação policial, que culminou em prisões e na desarticulação da quadrilha.

A mensagem simbólica é clara: todo o lucro ilegítimo esvaiu-se diante da lei, deixando apenas prejuízo e responsabilização criminal.

O que foi a Operação Ouro de Tolo?

Foi uma megaoperação coordenada pela PCRR para prender uma quadrilha especializada em roubos de ouro em garimpos de diversos estados brasileiros.

Quantos mandados foram cumpridos?

Ao todo, foram 22 mandados de busca e apreensão e 8 mandados de prisão.

Quais estados participaram da operação?

Roraima, São Paulo, Pernambuco, Maranhão, Pará e Amapá.

Como a quadrilha atuava?

Com planejamento estratégico, armas de grosso calibre e logística organizada para atacar garimpos e roubar grandes quantidades de ouro.

Por que recebeu o nome Operação Ouro de Tolo?

Porque os criminosos acreditavam ter obtido riqueza fácil, mas o “ouro” acabou se tornando o motivo da prisão, uma falsa prosperidade.

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Raniely Carvalho é jornalista, fundadora e editora-chefe do Portal Raniely Carvalho. Natural de Boa Vista (RR), é formada pela Faculdade Atual da Amazônia e pela Estácio de Roraima. Com registro profissional (DRT 421/RR), atua há anos como repórter em emissoras locais e produz conteúdo focado em jornalismo regional, segurança pública e temas de interesse social.
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