O PM expulso em Roraima, o policial militar Manazeis Borges, de 36 anos, foi oficialmente desligado após ser condenado a 16 anos e seis meses de prisão em regime fechado pelo homicídio qualificado de Wellington Santos da Câmara, de 35 anos. A expulsão foi confirmada após processo administrativo interno que analisou a gravidade dos fatos e a sentença definitiva, sem direito a recorrer em liberdade.
O crime ocorreu em maio de 2019, no bairro Santa Luzia, zona Oeste de Boa Vista, quando Borges executou Wellington dentro de sua residência, na frente da esposa e de quatro crianças, durante a cobrança de uma dívida de aproximadamente R$ 3 mil.
A Polícia Militar concluiu que a permanência de Borges na corporação era incompatível com a função pública, resultando na sua exclusão do quadro efetivo. Com a decisão, ele passa a figurar oficialmente como PM expulso em Roraima, permanecendo preso e à disposição da Justiça.
Relembre o caso que levou ao PM expulso em Roraima
O caso ganhou forte repercussão em 2019. Segundo relatos dos familiares, o então soldado foi até a casa de Wellington para cobrar uma dívida referente à compra de perfumes. A cobrança gerou discussões frequentes e, segundo testemunhas, o policial já havia feito ameaças.
Conforme reportagem publicada na época, Wellington implorou para não ser morto diante de sua esposa e filhos, mas o pedido não foi atendido. Testemunhas relataram que o PM expulso em Roraima derrubou o portão com seu veículo, entrou armado na casa e ordenou que a vítima se ajoelhasse.
Logo depois, ele efetuou dois disparos — um no peito e outro nas costas — executando o garimpeiro. A família presenciou toda a cena. Em seguida, o policial teria disparado outras vezes para simular uma troca de tiros, segundo as investigações.
O próprio autor do crime acionou reforço policial e permaneceu no local até a chegada da guarnição. Ele foi conduzido para prestar depoimento e, posteriormente, denunciado e condenado.
O caso resultou na abertura de um procedimento administrativo interno que, após análise dos autos, culminou na decisão de expulsá-lo definitivamente, consolidando sua condição de PM expulso em Roraima devido à natureza brutal do homicídio.
Expulsão e consequências disciplinares
Após a condenação definitiva, o comando da PM abriu procedimento disciplinar para avaliar sua permanência na corporação. A decisão concluiu que Borges violou princípios éticos, disciplinares e legais inerentes ao serviço policial militar.
Ao ser declarado PM expulso em Roraima, Borges perde todos os vínculos funcionais com a Polícia Militar, incluindo posto, prerrogativas e benefícios, além de seguir cumprindo pena no sistema prisional.
Por que ele foi considerado PM expulso em Roraima?
Porque foi condenado por homicídio qualificado cometido durante abordagem ilegal e com extrema violência.
Qual foi a pena do policial?
A Justiça fixou 16 anos e seis meses de prisão em regime fechado.
O crime teve motivação confirmada?
Sim. Segundo a investigação, a execução ocorreu durante cobrança de uma dívida de aproximadamente R$ 3 mil.
A família da vítima testemunhou o crime?
Sim. Quatro crianças e a esposa estavam presentes no momento da execução.
Há possibilidade de retorno à PM?
Não. A expulsão é definitiva.
O PM expulso em Roraima agiu sozinho?
Sim. Não houve participação de outros agentes.
O processo administrativo dependeu da sentença criminal?
Sim. A expulsão foi decidida após condenação definitiva.
Onde ele cumpre pena atualmente?
No sistema prisional estadual, conforme determinação judicial.
