A agressão em corrida por aplicativo em Manaus denunciada pela corretora de imóveis Márcia Santos gerou forte repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a segurança de passageiros em serviços de transporte por app na capital amazonense. A vítima relatou ter sido atacada durante uma corrida solicitada após sair de uma casa de shows.
Márcia, que também é musa da escola de samba Mocidade Independente de Aparecida, afirmou que viveu momentos de terror durante o trajeto e decidiu tornar o caso público para alertar outras pessoas.
Agressão em corrida por aplicativo em Manaus ocorreu após desvio de rota
Segundo o relato publicado pela própria vítima, ela solicitou uma corrida por aplicativo ao sair da casa de show Carito, com destino à sua residência, no bairro Flores. O motorista aceitou a corrida normalmente, mas durante o percurso desviou da rota indicada e parou o veículo em uma área isolada, nas proximidades de um parque, no bairro Petrópolis.
Nesse momento, um segundo homem chegou ao local em uma motocicleta e passou a participar da ação criminosa. De acordo com Márcia, os dois a agrediram fisicamente e a ameaçaram com uma arma, exigindo a senha de seu celular.
Vítima foi ameaçada de morte e agredida com arma
Ainda conforme o depoimento, a corretora chegou a informar a senha correta do aparelho, porém os suspeitos não conseguiram desbloquear o celular. Mesmo assim, continuaram com as agressões, utilizando a arma para intimidá-la e afirmando que ela iria morrer.
A agressão em corrida por aplicativo em Manaus só foi interrompida quando outro veículo se aproximou do local. Ao perceber a movimentação, a vítima conseguiu gritar por socorro, fazendo com que os suspeitos fugissem, deixando-a caída no chão, ferida e abalada.
Registro na polícia e exposição das agressões
Após o ataque, Márcia conseguiu solicitar outra corrida por aplicativo e foi levada até a Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), onde registrou boletim de ocorrência ainda na manhã do mesmo dia.
Nas redes sociais, ela mostrou o rosto inchado, os lábios feridos e outras marcas da violência sofrida, reforçando o alerta para que outras pessoas redobrem a atenção ao utilizar esse tipo de serviço.
A Polícia Civil informou que o caso foi registrado e deve ser investigado para identificar o motorista envolvido e o comparsa que participou da ação.
Escola de samba repudia violência
A Mocidade Independente de Aparecida, escola de samba da qual Márcia Santos é musa, divulgou uma nota oficial repudiando a agressão em corrida por aplicativo em Manaus. A agremiação manifestou solidariedade à vítima e afirmou não compactuar com qualquer forma de violência física, moral ou psicológica.
A escola declarou ainda que espera a rápida identificação dos autores e que a Justiça seja feita.
O que aconteceu com Márcia Santos em Manaus?
Ela foi vítima de agressão durante uma corrida por aplicativo após o motorista desviar da rota e agir com apoio de um comparsa armado.
O caso foi registrado na polícia?
Sim. A vítima registrou boletim de ocorrência na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM).
Os suspeitos já foram identificados?
Até o momento, não há confirmação de prisões. A Polícia Civil segue investigando o caso.
