Assassinos do cachorro Orelha: tudo sobre o crime que chocou o Brasil

Raniely Carvalho
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Foram identificados os assassinos do cachorro Orelha. A morte brutal do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis (SC), transformou-se em um dos casos de maus-tratos a animais mais emblemáticos do país. O episódio gerou protestos, mobilizou celebridades, acendeu o debate jurídico sobre responsabilização de adolescentes e levantou suspeitas de coação de testemunhas.

A seguir, reunimos todas as informações confirmadas até agora e o que pode acontecer com os assassinos do cachorro Orelha.

O que aconteceu com Orelha

Orelha, um cão comunitário de cerca de 10 anos, conhecido por ser dócil e cuidado por moradores da Praia Brava, desapareceu por alguns dias.

Durante uma caminhada, uma das cuidadoras o encontrou caído, agonizando e com ferimentos graves, compatíveis com agressões severas. Ele foi levado às pressas a uma clínica veterinária, mas, sem chances de recuperação, precisou ser submetido à eutanásia.

O caso foi comunicado à Polícia Civil de Santa Catarina, que abriu investigação.

Quem são os assassinos do cachorro Orelha

A Polícia Civil identificou quatro adolescentes como suspeitos dos atos infracionais de maus-tratos que culminaram na morte do animal, após análise de câmeras de segurança e depoimentos.

Importante: por se tratar de adolescentes, o caso tramita sob as regras do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). As informações abaixo refletem apontamentos da investigação, não sentença judicial.

Segundo informações que circulam no inquérito e foram amplamente comentadas nas redes sociais, os adolescentes assassinos do cachorro Orelha são:

  • Matheus Silva Ferreira
  • Igor Zampieri
  • Evandro Daux Boabardi

Eles estudariam no Colégio Catarinense. Ainda conforme apurações jornalísticas e relatos públicos, familiares dos suspeitos teriam vínculos com empreendimentos conhecidos da capital, como Majestic Palace, Rede Mar de Canasvieiras e Fashion Nomade, sem que isso configure qualquer responsabilização automática dessas empresas.

Suspeita de coação e investigação paralela

Além dos atos infracionais atribuídos aos adolescentes, a Polícia Civil apura a participação de três adultos em coação no curso do processo (art. 344 do Código Penal).

Há a suspeita de intimidação de testemunhas, inclusive com a denúncia de que um pai de um dos adolescentes, policial civil, teria coagido uma pessoa o que está sendo apurado, segundo a delegada Mardjoli Valcareggi.

A investigação também conta com acompanhamento do Ministério Público de Santa Catarina, por meio das Promotorias da Infância e Juventude e do Meio Ambiente.

Quem era Orelha

Orelha era um dos três cães comunitários que viviam na Praia Brava, com casinhas, alimentação diária e cuidados espontâneos da população.

Moradores relatam que ele fazia parte do cotidiano do bairro há anos, convivendo com pessoas, turistas e outros animais. Em nota, a Associação de Moradores da Praia Brava destacou que Orelha era um símbolo de convivência e cuidado coletivo.

Desde a confirmação da morte:

  • Protestos presenciais reuniram dezenas de moradores com cartazes “Justiça por Orelha”.
  • A hashtag #JustiçaPorOrelha ganhou força nas redes.
  • Celebridades como Heloísa Périssé e Paula Burlamaqui cobraram providências públicas.
  • O governador Jorginho Mello afirmou que as provas reunidas “embrulham o estômago” e que a investigação foi redistribuída por impedimento da juíza inicial.

O crime de maus-tratos a animais: o que diz a lei

Lei Federal nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais)

O artigo 32 tipifica maus-tratos a animais, com pena de:

  • Reclusão de 2 a 5 anos,
  • Multa,
  • Proibição da guarda.

Desde 2020, com a Lei nº 14.064, a pena foi aumentada quando o crime é cometido contra cães e gatos.

E quando os autores são adolescentes?

Quando há participação de menores de 18 anos:

  • O fato é tratado como ato infracional;
  • Aplicam-se medidas socioeducativas (advertência, prestação de serviços, semiliberdade ou internação, conforme a gravidade);
  • O objetivo legal é responsabilização com caráter educativo, sem impunidade.

O que acontece com os assassinos do cachorro Orelha

  • O inquérito policial segue em fase final de diligências;
  • Celulares e dispositivos eletrônicos foram apreendidos;
  • O caso será encaminhado ao Ministério Público, que decidirá sobre as medidas judiciais cabíveis;
  • As apurações sobre coação correm em paralelo.

Quem matou o cachorro Orelha?

A Polícia Civil aponta quatro adolescentes como suspeitos dos atos infracionais de maus-tratos. O caso ainda não teve julgamento.

O que aconteceu com o cachorro Orelha?

Ele foi brutalmente agredido, encontrado agonizando e submetido à eutanásia devido à gravidade dos ferimentos.

Há suspeita de tentativa de acobertamento?

Sim. A polícia investiga coação de testemunhas envolvendo adultos ligados aos adolescentes.

Qual a pena para quem maltrata cães no Brasil?

Até 5 anos de prisão, multa e proibição de guarda quando se trata de cães e gatos.

Por que o caso ganhou tanta repercussão?

Pela brutalidade, pelo envolvimento de adolescentes de famílias influentes, pela suspeita de coação e pela forte mobilização social.

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Raniely Carvalho é jornalista, fundadora e editora-chefe do Portal Raniely Carvalho. Natural de Boa Vista (RR), é formada pela Faculdade Atual da Amazônia e pela Estácio de Roraima. Com registro profissional (DRT 421/RR), atua há anos como repórter em emissoras locais e produz conteúdo focado em jornalismo regional, segurança pública e temas de interesse social.
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