Patroa suspeita de agredir empregada doméstica no Maranhão é presa

Redação
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A prisão da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, patroa suspeita de agredir empregada doméstica no  Maranhão, investigada por agredir brutalmente uma empregada doméstica grávida de cinco meses em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís, transformou o caso em um dos episódios mais revoltantes e comentados do Maranhão em 2026.

O caso ganhou repercussão nacional após a divulgação de áudios em que a própria investigada descreve as agressões contra a jovem de 19 anos e afirma que ela “não era pra ter saído viva”. A prisão preventiva foi cumprida nesta quinta-feira (7), em Teresina, no Piauí.

Além das denúncias de espancamento, o caso envolve acusações de tortura, ameaça, violência psicológica, possível trabalho irregular, participação de um homem armado e suspeitas de favorecimento policial.

Patroa suspeita de agredir empregada doméstica no Maranhão é presa no Piauí

A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos foi presa em Teresina após decisão da Justiça do Maranhão que decretou sua prisão preventiva.

Segundo a defesa, Carolina estava no Piauí acompanhada do filho de seis anos e pretendia deixá-lo com pessoas de confiança. Já a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão afirmou que a suspeita foi localizada quando tentava fugir.

A prisão ocorreu após a Polícia Civil solicitar a medida diante da gravidade dos fatos investigados.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, a advogada Nathaly Moraes confirmou o cumprimento do mandado.

“Ela vai responder nos termos e vai cumprir as medidas judiciais que lhe foram impostas”, declarou.

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, também confirmou publicamente a prisão e afirmou que as investigações continuam para identificar todos os envolvidos.

Patroa suspeita de agredir empregada doméstica no Maranhão é presa

Como começou o caso

Segundo a vítima, identificada como Samara, ela começou a trabalhar na residência da empresária no início de abril.

A jovem afirmou que aceitou o emprego para conseguir dinheiro para montar o enxoval do bebê, já que está grávida de cinco meses.

Ela contou à polícia que:

  • trabalhava de segunda a sábado;
  • cumpria jornada das 9h às 19h;
  • tinha apenas 30 minutos de intervalo;
  • acumulava funções domésticas;
  • também cuidava do filho da patroa;
  • recebeu apenas R$ 750 por mais de duas semanas de serviço.

Ainda de acordo com o depoimento, os pagamentos eram feitos por contas de terceiros.

Áudios revelam relatos de violência brutal

Os áudios obtidos pela TV Mirante e anexados ao inquérito policial causaram indignação nacional.

Nas mensagens, Carolina descreve as agressões com detalhes chocantes.

“Quase uma hora essa menina no massacre”

Em um dos trechos, ela relata:

“Quase uma hora essa menina no massacre, tapa e murro e pisava nos dedos. Tudo que vocês imaginarem de doidice era eu e ele fazendo.”

Segundo as investigações, as agressões começaram após a suspeita acusar a empregada de ter roubado um anel.

Homem armado teria participado das agressões

Nos áudios, Carolina afirma que chamou um homem armado para intimidar a jovem.

Ela descreveu a chegada dele na residência:

“Ele já veio com uma jumenta de uma arma, chega brilhava.”

De acordo com a vítima, o homem participou diretamente das ameaças e agressões físicas.

A jovem relatou que foi:

  • puxada pelos cabelos;
  • jogada no chão;
  • obrigada a procurar o anel;
  • ameaçada de morte;
  • agredida com tapas, socos e murros.

“Não era pra ter saído viva”

O trecho que mais chocou investigadores e a opinião pública foi quando a empresária afirmou:

“Era pra ter ficado era mais, não era pra ter saído viva.”

A declaração teria sido feita após a chegada de policiais militares na residência.

Segundo o áudio, Carolina afirmou que um dos policiais a conhecia e, por isso, ela não foi levada à delegacia naquele momento.

PMs foram afastados após denúncia

Após a divulgação dos áudios, quatro policiais militares que atenderam a ocorrência foram afastados das funções.

A Polícia Civil investiga se houve omissão ou favorecimento indevido durante o atendimento.

Segundo a suspeita afirmou em áudio:

“Veio um policial que me conhecia. Sorte minha.”

A Secretaria de Segurança Pública abriu apuração interna para investigar a conduta dos agentes.

O que diz a vítima

A jovem relatou que tentou proteger a barriga durante as agressões por medo de perder o bebê.

“Eles não se importavam.”

Ela afirmou ainda que passou boa parte do tempo caída no chão enquanto era espancada.

O exame de corpo de delito confirmou lesões pelo corpo da vítima.

As imagens mostram hematomas:

  • nos braços;
  • nas pernas;
  • na testa;
  • nas mãos.

Segundo a jovem, uma das marcas foi causada por uma coronhada.

O que diz a lei sobre esse tipo de crime

O caso da patroa suspeita de agredir empregada doméstica no Maranhão pode envolver diversos crimes previstos na legislação brasileira.

1. Tortura

A Lei nº 9.455/97 define como tortura:

  • constranger alguém mediante violência;
  • causar sofrimento físico ou mental;
  • usar ameaça grave;
  • aplicar castigo pessoal.

Quando há extrema violência física e psicológica, a pena pode chegar a 8 anos ou mais.

Se a vítima estiver grávida, a punição pode ser agravada.

2. Lesão corporal

As agressões físicas relatadas também podem configurar:

  • lesão corporal grave;
  • violência contra gestante;
  • tentativa de feminicídio, dependendo da investigação.

3. Ameaça

A frase “não era pra ter saído viva” pode reforçar acusações relacionadas a:

  • ameaça;
  • intimidação;
  • violência psicológica.

4. Trabalho doméstico irregular

O caso também levanta suspeitas de:

  • exploração trabalhista;
  • ausência de registro formal;
  • jornada excessiva;
  • pagamento irregular.

A legislação trabalhista exige:

  • carteira assinada;
  • jornada definida;
  • pagamento legal;
  • direitos previdenciários.

Histórico da empresária levanta novas suspeitas

Segundo a Polícia Civil, Carolina Sthela responde a mais de dez processos.

Em 2024, ela foi condenada por calúnia após acusar falsamente uma ex-babá de roubo.

A ex-funcionária afirmou que:

  • começou a trabalhar aos 17 anos;
  • também foi acusada injustamente;
  • nunca recebeu diretamente da patroa;
  • sofreu exposição e constrangimento.

A condenação previa:

  • seis meses em regime aberto;
  • prestação de serviços comunitários;
  • pagamento de R$ 4 mil por danos morais.

Segundo a ex-babá, a indenização ainda não foi quitada.

OAB classificou caso como tortura

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) classificou o episódio como possível caso de:

  • tortura agravada;
  • ameaça;
  • lesão corporal;
  • violência contra mulher vulnerável.

A entidade acompanha o caso e cobra responsabilização dos envolvidos.

Investigação continua

A Polícia Civil do Maranhão segue investigando:

  • participação do homem armado;
  • possível omissão policial;
  • outros crimes relacionados;
  • histórico da suspeita;
  • condições de trabalho da vítima.

A jovem recebe acompanhamento psicológico e assistência social.

O que diz a defesa de Carolina Sthela

Em nota, a empresária afirmou:

  • que colabora com as investigações;
  • que repudia qualquer tipo de violência;
  • que não quer julgamento antecipado;
  • que apresentará sua versão no momento oportuno.

A defesa também alegou que a família vem sofrendo ameaças e ataques virtuais.

Impacto do caso nas redes sociais

O caso gerou forte repercussão nacional.

Internautas cobraram:

  • prisão imediata;
  • investigação rigorosa;
  • punição aos envolvidos;
  • proteção à vítima.

Os áudios viralizaram rapidamente e aumentaram a pressão pública sobre as autoridades.

O caso da patroa suspeita de agredir empregada doméstica no Maranhão expôs uma sequência de denúncias extremamente graves envolvendo violência física, psicológica, ameaças e possível tortura contra uma jovem grávida de apenas 19 anos.

A prisão preventiva da empresária representa apenas uma etapa de uma investigação que ainda pode revelar novos envolvidos, além de aprofundar suspeitas sobre omissão policial e exploração trabalhista.

Quem é a empresária presa?

Carolina Sthela Ferreira dos Anjos é empresária investigada por agredir uma empregada doméstica grávida em Paço do Lumiar, no Maranhão.

Por que ela foi presa?

A Justiça decretou prisão preventiva após denúncias de agressões, tortura, ameaças e divulgação de áudios comprometedores.

A vítima está grávida de quantos meses?

A jovem tem cinco meses de gestação.

O que mostram os áudios divulgados?

Os áudios mostram a suspeita narrando agressões físicas e dizendo que a vítima “não era pra ter saído viva”.

Existe outro suspeito no caso?

Sim. Um homem armado teria participado das ameaças e agressões contra a jovem.

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Conteúdo elaborado pela Direção de Redação do Portal Raniely Carvalho, com produção realizada por equipe graduada e especializada, seguindo critérios técnicos e editoriais.
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