Uma garota de programa agredida em Rorainópolis, no Sul de Roraima, denunciou à Polícia Militar um agricultor de 35 anos após uma confusão dentro de um bar no Centro do município. A mulher, de 28 anos, afirmou que o homem teria ficado irritado porque não recebeu atenção dela e, durante o desentendimento, a empurrou contra uma parede.
O episódio ocorreu na quinta-feira (20). Segundo o relato da vítima, o agricultor também quebrou uma garrafa de vidro contra uma mesa, fazendo com que estilhaços a atingissem.
O homem, entretanto, negou ter agredido ou sequer mantido contato físico com a mulher. Ele apresentou uma versão diferente aos policiais e afirmou que outro homem teria se aproximado segurando uma garrafa quebrada, aparentemente com intenção de atacá-lo.
A confusão ainda ganhou outro capítulo: o agricultor informou o desaparecimento de seu celular e disse que havia aproximadamente R$ 400 guardados na capinha do aparelho.
O caso terminou na delegacia e foi registrado como lesão corporal dolosa e furto.
Garota de programa agredida em Rorainópolis relata empurrão contra parede
Segundo a mulher de 28 anos, ela trabalha como garota de programa no estabelecimento onde ocorreu a confusão.
À Polícia Militar, contou que o agricultor chegou ao bar durante a noite e começou a consumir bebidas alcoólicas.
Em determinado momento, conforme a versão apresentada pela vítima, o homem teria ficado irritado porque ela não estava dando a atenção que ele esperava.
A situação teria evoluído para uma confusão.
Ainda de acordo com a mulher, o agricultor quebrou uma garrafa de vidro contra uma mesa. Com o impacto, pedaços do objeto se espalharam e alguns estilhaços a atingiram.
Mulher diz que foi jogada contra parede
O episódio não teria terminado com a quebra da garrafa.
A garota de programa agredida em Rorainópolis afirmou que o homem posteriormente a empurrou contra uma parede.
Após o impacto, ela teria caído no chão.
Com medo da situação, a mulher decidiu acionar a Polícia Militar.
Quando os policiais chegaram, o agricultor não estava no estabelecimento. Entretanto, enquanto a ocorrência ainda era atendida, ele retornou ao bar e foi abordado.
Foi nesse momento que apresentou uma narrativa diferente sobre o episódio.
Agricultor nega agressão e diz que tentou se defender
A versão do agricultor diverge diretamente daquela apresentada pela mulher.
Ele confirmou aos policiais que estava consumindo bebida alcoólica no estabelecimento, mas negou ter atacado a garota de programa.
Segundo o homem, durante a confusão, uma terceira pessoa — descrita como um possível amigo da mulher — teria se aproximado segurando uma garrafa quebrada.
Para o agricultor, a atitude indicava que esse homem pretendia agredi-lo.
Ele afirmou que reagiu apenas para se defender e negou ter empurrado, golpeado ou mantido qualquer contato físico com a mulher.
Portanto, a acusação de agressão é baseada no relato da vítima e ainda deverá ser analisada pelas autoridades responsáveis pela investigação.
Policiais encontraram corte na testa do homem
Um elemento constatado diretamente pelos policiais foi que o agricultor apresentava um corte na região da testa.
Segundo o boletim de ocorrência, o ferimento teria acontecido durante a confusão.
As informações divulgadas não esclarecem exatamente como o homem sofreu o corte.
Esse ponto poderá fazer parte da apuração sobre a dinâmica do episódio.
Testemunha diz que não viu agressão contra a mulher
Uma mulher que acompanhava o agricultor também prestou esclarecimentos à Polícia Militar.
Ela afirmou não ter visto o homem agredir a garota de programa.
Por outro lado, relatou ter presenciado a aproximação de um homem não identificado que, aparentemente, pretendia atacar o agricultor.
Segundo essa testemunha, foi essa aproximação que deu início à confusão.
A proprietária do estabelecimento também foi ouvida.
Ela explicou aos policiais que estava dentro de casa quando o tumulto começou. Por isso, não presenciou diretamente a suposta agressão.
A dona do bar afirmou ter ouvido apenas os barulhos da confusão. Quando saiu para verificar o que estava acontecendo, a briga já havia terminado.
Dessa forma, o caso da garota de programa agredida em Rorainópolis envolve versões divergentes que deverão ser confrontadas durante a apuração.
Celular com cerca de R$ 400 desapareceu após confusão
Além da acusação de agressão, outro fato foi apresentado aos policiais.
O agricultor informou que percebeu o desaparecimento do próprio celular depois que deixou o estabelecimento.
Segundo ele, havia aproximadamente R$ 400 em dinheiro dentro da capinha do aparelho.
O homem tentou localizar o telefone por meio do sistema de rastreamento.
Conforme seu relato, a localização indicada pelo aparelho apontava para as proximidades do bar onde a confusão aconteceu.
Apesar disso, o telefone não foi encontrado durante o atendimento policial.
As informações disponíveis não apontam quem teria pegado o aparelho. Por isso, não é possível atribuir o desaparecimento a qualquer pessoa específica sem que haja elementos que sustentem essa conclusão.
Caso termina na delegacia de Rorainópolis
Depois de colher os primeiros relatos no estabelecimento, a Polícia Militar encaminhou os envolvidos e testemunhas para a delegacia do município.
A ocorrência envolvendo a garota de programa agredida em Rorainópolis foi registrada como lesão corporal dolosa e furto.
O registro policial é uma etapa inicial da apuração e não significa que alguém tenha sido condenado pelos crimes.
No caso da lesão corporal, há versões conflitantes sobre quem iniciou a confusão e sobre a existência do contato físico relatado pela mulher.
Quanto ao furto, existe o relato do desaparecimento do celular e do dinheiro, mas as informações disponíveis não identificam um responsável.
O que cada envolvido disse à polícia
| Pessoa ouvida | Versão apresentada |
| Mulher de 28 anos | Diz que agricultor ficou irritado por falta de atenção, quebrou garrafa e a empurrou contra parede |
| Agricultor de 35 anos | Nega agressão e diz que outro homem tentou atacá-lo com uma garrafa quebrada |
| Mulher que acompanhava agricultor | Diz não ter visto agressão contra a mulher e relata aproximação de outro homem |
| Proprietária do bar | Afirma que ouviu a confusão, mas não presenciou as agressões |
| Polícia Militar | Constatou que o agricultor apresentava corte na testa |
A existência de relatos diferentes torna importante separar aquilo que foi constatado pelos policiais das acusações apresentadas pelos envolvidos.
Investigação deverá esclarecer o que ocorreu dentro do bar
O trabalho de apuração poderá ajudar a determinar como a confusão começou, se houve agressão contra a mulher, como o agricultor sofreu o ferimento na testa e o que aconteceu com o celular e o dinheiro relatados como desaparecidos.
Eventuais imagens de câmeras, depoimentos adicionais ou outros elementos também podem contribuir para reconstruir os acontecimentos, caso existam e sejam incorporados à investigação.
Até que isso seja esclarecido, a denúncia da garota de programa agredida em Rorainópolis deve ser apresentada como relato da vítima, assim como a alegação de legítima defesa corresponde à versão dada pelo agricultor.
Onde aconteceu a confusão?
O caso aconteceu em um bar localizado no Centro de Rorainópolis, município do Sul de Roraima.
Por que a mulher diz que foi agredida?
Segundo o relato apresentado à Polícia Militar, o agricultor teria ficado irritado porque ela não deu atenção a ele. A mulher afirma que, durante a confusão, ele quebrou uma garrafa e posteriormente a empurrou contra uma parede.
O agricultor confessou a agressão?
Não. Ele negou ter agredido a mulher ou mantido contato físico com ela. Segundo sua versão, outro homem teria se aproximado com uma garrafa quebrada e ele apenas tentou se defender.
Havia testemunhas da suposta agressão?
Uma mulher que acompanhava o agricultor disse não ter visto a agressão relatada pela vítima. A proprietária do estabelecimento também afirmou que não presenciou o episódio porque estava dentro de casa quando a confusão ocorreu.
O que aconteceu com o celular do agricultor?
Ele informou que o aparelho desapareceu depois que deixou o estabelecimento. Segundo o agricultor, havia cerca de R$ 400 na capinha e o rastreamento indicava que o telefone continuava nas proximidades do bar. O celular não foi encontrado.
