O cenário geopolítico no Caribe levou a uma onda de voos cancelados na Venezuela, após companhias aéreas internacionais interromperem rotas de e para Caracas. A decisão veio após um alerta da Agência Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA), que classificou o espaço aéreo venezuelano como de “risco significativo”, devido ao aumento da atividade militar na região.
A medida afeta milhares de passageiros, amplia tensões diplomáticas e reforça a preocupação com possíveis confrontos entre forças americanas e militares da Venezuela.
Por que os voos foram cancelados na Venezuela?
A FAA emitiu um aviso na sexta-feira (21) classificando o setor aéreo de Maiquetía, que atende Caracas, como uma área de situação potencialmente perigosa. O comunicado afirma que ameaças podem afetar aeronaves em qualquer altitude, inclusive em pousos e decolagens.
Companhias afetadas até agora:
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Avianca
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Gol
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TAP Air Portugal
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Iberia
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Latam Airlines
Todas suspenderam rotas após o alerta, resultando em dezenas de voos cancelados na Venezuela desde sábado (22).
Tensão militar: EUA reforçam presença no Caribe
O alerta da FAA ocorre em meio ao deslocamento de um dos maiores grupos militares americanos da década para o Caribe, incluindo:
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porta-aviões USS Gerald Ford
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destróieres
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caças F-35
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submarinos
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helicópteros de ataque
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aeronaves espiãs
Washington afirma atuar em operações antidrogas contra grupos como o Tren de Aragua, mas Caracas acusa os EUA de preparar terreno para uma eventual ação militar.
Esse ambiente de tensão é apontado como um dos principais motivos para os voos cancelados na Venezuela.
Operações americanas e reação de Maduro
Nos últimos meses, as forças dos EUA atacaram embarcações suspeitas de narcotráfico em águas internacionais, resultando em dezenas de mortes.
Enquanto o governo americano chama os alvos de narcoterroristas, autoridades venezuelanas classificam os ataques como “execuções extrajudiciais”.
Caracas reagiu exibindo armamentos capazes de derrubar aeronaves, como:
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Mísseis portáteis Igla-S
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Sistemas antiaéreos de baixa altitude
Esse reforço militar intensifica ainda mais o risco aéreo e reforça os voos cancelados na Venezuela por parte de companhias internacionais.
Como a suspensão afeta passageiros
Segundo as companhias, passageiros poderão remarcar, cancelar ou solicitar reembolso integral das passagens. No entanto, muitos enfrentam dificuldades práticas:
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falta de previsão para retorno dos voos
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necessidade de rotas alternativas via Panamá ou República Dominicana
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aumento de tarifas em rotas disponíveis
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sobrecarga em aeroportos vizinhos
Em Caracas, longas filas se formaram desde o sábado, com centenas tentando reorganizar viagens.
Iberia, TAP e Latam detalham impacto
Iberia
Suspendeu voos a partir desta segunda (24). Opera cinco voos semanais e analisa condições diariamente.
Latam
Cancelou trajetos Bogotá-Caracas nos dias 23 e 24, emitindo alternativas emergenciais para clientes.
TAP
Interrompeu as operações e acompanha evolução militar no entorno de Maiquetía.
As empresas afirmam que retomam a operação somente quando houver garantia plena de segurança.
O alerta dos EUA explica o aumento do risco
Segundo a FAA, o crescimento da movimentação militar aumenta a chance de:
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detecção equivocada de aeronaves civis
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incidentes entre radares militares e aviação comercial
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interferências em sistemas de navegação
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erros de identificação aérea em zonas de tensão
A FAA já impôs restrições semelhantes em regiões como Iraque, Ucrânia e Iêmen.
Quais companhias suspenderam os voos?
Avianca, Gol, TAP, Iberia e Latam.
Por que os voos foram cancelados?
Por recomendação da FAA devido ao aumento de atividade militar e risco no espaço aéreo.
Há previsão de retorno?
Ainda não. As empresas monitoram a situação dia a dia.
Os EUA estão planejando ação militar na Venezuela?
O governo americano não confirma, mas o reforço militar no Caribe elevou tensões diplomáticas.
Passageiros que tinham viagem marcada podem remarcar?
Sim. Todas as companhias oferecem remarcação, reembolso ou créditos de viagem.
