Fim da taxa das blusinhas: Lula zera imposto federal para compras internacionais de até US$ 50

Redação
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O governo federal anunciou oficialmente o fim da taxa das blusinhas, encerrando a cobrança do imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 realizadas por meio do programa Remessa Conforme.

A decisão foi divulgada nesta terça-feira (12) e passa a valer já na quarta-feira (13), após publicação de uma Medida Provisória (MP) e de uma portaria do Ministério da Fazenda em edição extra do Diário Oficial da União.

Com a mudança, consumidores brasileiros voltarão a ter isenção do imposto federal em compras internacionais de pequeno valor feitas em plataformas como Shein, Shopee, AliExpress e similares.

Apesar da medida, o ICMS estadual continuará sendo cobrado normalmente, e alguns estados já elevaram essa alíquota para 20%.

O que muda com o fim da taxa das blusinhas?

O chamado fim da taxa das blusinhas elimina apenas o imposto federal de importação de 20% criado em agosto de 2024 para compras internacionais de até US$ 50.

Na prática:

  • compras abaixo de US$ 50 deixam de pagar imposto federal;
  • o ICMS estadual continua sendo cobrado;
  • a regra vale para empresas participantes do Remessa Conforme;
  • a mudança começa imediatamente após publicação oficial.

A ministra Miriam Belchior confirmou a decisão ao lado do governo federal.

“Temos a satisfação de anunciar que foi zerada a tributação sobre a importação, a famosa taxa das blusinhas”, declarou.

O que era a taxa das blusinhas?

O termo “taxa das blusinhas” se popularizou nas redes sociais para se referir ao imposto de importação aplicado sobre produtos baratos comprados no exterior.

A cobrança começou em agosto de 2024 após aprovação do Congresso Nacional e sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O objetivo da medida era:

  • proteger a indústria nacional;
  • reduzir concorrência estrangeira;
  • equilibrar a carga tributária entre empresas brasileiras e plataformas internacionais.

A cobrança afetava principalmente produtos vendidos em:

  • Shein;
  • Shopee;
  • AliExpress;
  • Temu;
  • Amazon internacional.

Compras internacionais ainda terão ICMS

Mesmo com o fim da taxa das blusinhas, consumidores ainda precisarão pagar o ICMS, imposto estadual cobrado sobre compras internacionais.

Em abril deste ano, dez estados brasileiros aumentaram a alíquota de:

  • 17% para 20%.

Ou seja, embora o imposto federal tenha sido zerado, parte da tributação continua existindo.

Por que o governo decidiu acabar com a taxa das blusinhas?

A decisão acontece poucos meses antes das eleições e ocorre em meio à pressão de consumidores e debates dentro do próprio governo.

A taxação vinha sendo bastante criticada porque:

  • encarecia produtos populares;
  • diminuía o poder de compra;
  • reduzia a competitividade das plataformas internacionais;
  • afetava consumidores de baixa renda.

Na última semana, integrantes da equipe econômica já haviam confirmado que o assunto estava em discussão.

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, explicou que o programa Remessa Conforme continuará funcionando normalmente.

Governo abre mão de bilhões em arrecadação

O fim da taxa das blusinhas também terá impacto direto na arrecadação federal.

Segundo a Receita Federal:

  • apenas entre janeiro e abril de 2026 foram arrecadados R$ 1,78 bilhão;
  • em 2025 a arrecadação chegou a R$ 5 bilhões;
  • o valor vinha crescendo ano após ano.

Esse dinheiro ajudava o governo a tentar cumprir a meta fiscal prevista no novo arcabouço fiscal.

Com a retirada da cobrança, especialistas apontam possível impacto nas contas públicas.

Indústria brasileira critica decisão

Entidades ligadas à indústria e ao varejo reagiram negativamente ao anúncio.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou que a medida prejudica empresas brasileiras.

Segundo o presidente da entidade, Ricardo Alban:

“Permitir importações sem tributação é financiar a indústria estrangeira.”

Já a Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex) classificou o anúncio como:

  • retrocesso econômico;
  • concorrência desleal;
  • ameaça ao setor produtivo nacional.

O setor argumenta que empresas brasileiras enfrentam:

  • alta carga tributária;
  • juros elevados;
  • custos trabalhistas;
  • burocracia.

Enquanto isso, plataformas estrangeiras teriam vantagens competitivas.

Consumidores comemoram retorno da isenção

Nas redes sociais, muitos consumidores comemoraram o fim da taxa das blusinhas, especialmente aqueles que costumam comprar roupas, eletrônicos e acessórios baratos em plataformas internacionais.

Entre os principais benefícios apontados pelos consumidores estão:

  • redução dos preços finais;
  • maior acesso a produtos importados;
  • volta da atratividade da Shein e Shopee;
  • compras internacionais mais baratas.

O que acontece com o Remessa Conforme

O programa Remessa Conforme continua ativo.

Criado pelo Ministério da Fazenda, ele exige que plataformas internacionais:

  • informem antecipadamente os impostos;
  • identifiquem compradores;
  • regularizem importações;
  • cumpram regras fiscais brasileiras.

Mesmo sem o imposto federal de 20%, o sistema seguirá funcionando.

Impacto nos Correios

A criação do Remessa Conforme e a mudança no mercado internacional também afetaram os Correios.

Segundo documentos da estatal:

  • a participação das encomendas internacionais caiu fortemente;
  • em 2023 representavam 22% das receitas;
  • em 2025 passaram para apenas 7,8%.

Os Correios atribuem parte da queda:

  • à abertura do mercado;
  • à concorrência privada;
  • às mudanças nas regras de importação.

Quais produtos serão beneficiados?

A nova regra vale para compras internacionais de até US$ 50.

Os itens mais populares incluem:

  • roupas;
  • eletrônicos;
  • maquiagens;
  • acessórios;
  • brinquedos;
  • produtos de decoração.

O anúncio do fim da taxa das blusinhas marca uma nova mudança nas regras de compras internacionais no Brasil. Enquanto consumidores comemoram a redução dos custos em plataformas estrangeiras, setores da indústria nacional criticam a decisão e alertam para possíveis impactos econômicos e concorrenciais.

Mesmo com o imposto federal zerado, o ICMS estadual continuará incidindo sobre as compras, o que significa que os produtos ainda terão tributação parcial. Ainda assim, a expectativa é de que o custo final para os consumidores diminua significativamente nos próximos meses.

O que mudou nas compras internacionais?

Compras de até US$ 50 voltam a ter isenção do imposto federal de importação.

O ICMS continua sendo cobrado?

Sim. O imposto estadual continua valendo normalmente.

Quando a mudança começa?

A partir desta quarta-feira (13), após publicação oficial.

Quais plataformas serão beneficiadas?

Shein, Shopee, AliExpress, Temu e outras participantes do Remessa Conforme.

O imposto foi totalmente eliminado?

Não. Apenas o imposto federal foi zerado. O ICMS continua.

Por que chamavam de taxa das blusinhas?

Porque a medida afetava principalmente compras de roupas baratas feitas em sites internacionais.

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Conteúdo elaborado pela Direção de Redação do Portal Raniely Carvalho, com produção realizada por equipe graduada e especializada, seguindo critérios técnicos e editoriais.
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