A menos de duas semanas do primeiro turno das eleições presidenciais, a campanha do PL sofre um abalo sísmico com novas revelações que detalham como a extrema-direita se relaciona com investigados pela Polícia Federal. Reportagens recentes trouxeram à tona que os vínculos de Flávio Bolsonaro com Willer Tomaz vão muito além de uma simples amizade, envolvendo voos em jatos de luxo, imóveis comprados abaixo do preço de mercado e conexões diretas com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso por fraudes bilionárias no Banco Master.
Willer Tomaz, o amigo íntimo do candidato à presidência, foi alvo recente da Polícia Federal por suposto envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro que sangrou os cofres do INSS. O advogado, segundo as investigações, faria parte de uma teia que beneficiou políticos com mais de R$ 11 milhões. É nesse pântano de suspeitas que o presidenciável mergulhou durante pelo menos cinco viagens internacionais realizadas apenas no primeiro semestre de 2025.
Apartamento suspeito e voo internacional reforçam os vínculos de Flávio Bolsonaro com Willer Tomaz
O advogado, alvo da PF por supostamente lesar o sistema previdenciário, bancou luxos que aprofundam as suspeitas sobre os vínculos de Flávio Bolsonaro com Willer Tomaz. Em janeiro de 2025, o senador e sua família viajaram da Flórida (EUA) para Brasília em um jatinho executivo (prefixo PP-NLR) de alto padrão. A aeronave pertencia, em sociedade, a Willer Tomaz e a uma empresa do banqueiro preso Daniel Vorcaro. Questionado, o candidato do PL limitou-se a ironizar nas redes sociais, omitindo quem bancou as outras quatro viagens internacionais que fez com o advogado para destinos como África do Sul e Europa.
Além das viagens em jatos de luxo, o solo paulista também expõe os vínculos de Flávio Bolsonaro com Willer Tomaz. O senador utilizou como base de campanha em São Paulo um apartamento de luxo emprestado pelo advogado. O imóvel foi comprado por Tomaz em fevereiro de 2026 das mãos de Fabiano Zettel — cunhado de Vorcaro e também preso como operador financeiro das fraudes — por R$ 3,5 milhões, um valor surpreendentes R$ 2 milhões abaixo do preço de mercado pago no ano anterior.

O silêncio do senador sobre o custeio de suas viagens e estadias evidencia o perigo dos vínculos de Flávio Bolsonaro com Willer Tomaz em meio ao escândalo “Dark Horse”. Neste outro flanco, Flávio é formalmente investigado por lavagem de dinheiro e corrupção ao negociar US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões) do Banco Master para financiar um filme bajulatório sobre seu pai, Jair Bolsonaro. O senador chegou a se reunir com Vorcaro para acertar os repasses quando o banqueiro já cumpria prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.
Com as investigações avançando sobre o esquema de lavagem de dinheiro travestido de obra cinematográfica e as fraudes previdenciárias de seus aliados, os vínculos de Flávio Bolsonaro com Willer Tomaz se tornam o calcanhar de aquiles de uma candidatura que prega a moralidade, mas trafega livremente nos jatinhos de banqueiros investigados e lobistas milionários.
Quem é Willer Tomaz e qual sua relação com Flávio Bolsonaro?
Willer Tomaz é um advogado amigo íntimo do candidato. Ele é alvo da Polícia Federal em uma investigação sobre fraudes bilionárias no pagamento de benefícios do INSS e lavagem de dinheiro.
De quem era o jatinho usado por Flávio Bolsonaro na volta dos EUA?
A aeronave pertencia, em sociedade, a Willer Tomaz e a uma empresa ligada a Daniel Vorcaro, banqueiro do Banco Master preso por fraudes bilionárias. Tomaz alega ter usado sua "cota" para dar uma "carona" ao senador.
O que é o escândalo "Dark Horse" que envolve o candidato do PL?
É uma investigação da PF sobre corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo um patrocínio de R$ 134 milhões do Banco Master (de Vorcaro) para a produção de um filme em homenagem a Jair Bolsonaro. Flávio negociou o repasse pessoalmente com o banqueiro.
