Deolane e PCC: Justiça aponta plano milionário em Dubai e coloca influenciadora no banco dos réus

Redação
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A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra voltou ao centro de uma das investigações mais repercutidas do país após a Justiça de São Paulo aceitar uma denúncia do Ministério Público e transformá-la em ré por supostos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A decisão também envolve outros investigados apontados pelas autoridades como integrantes ou associados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), incluindo Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido nacionalmente como Marcola.

O caso envolvendo Deolane e PCC ganhou ainda mais repercussão após a divulgação de informações que apontam um suposto plano para transferir patrimônio e recursos financeiros para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Vale destacar que a condição de ré não significa condenação. A partir de agora, o processo entra em uma nova fase, na qual serão produzidas provas, ouvidas testemunhas e apresentadas as teses de defesa antes de qualquer julgamento definitivo.

Como surgiu a investigação que liga Deolane e PCC a um suposto esquema de lavagem de dinheiro?

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo, a investigação identificou movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a origem dos recursos declarados.

Relatórios de inteligência financeira citados no processo apontam que Deolane teria movimentado aproximadamente R$ 27 milhões em contas bancárias analisadas pelos investigadores.

De acordo com os promotores, foram identificados indícios de práticas frequentemente associadas à lavagem de dinheiro, como:

  • Fragmentação de depósitos;
  • Utilização de terceiros para movimentação financeira;
  • Operações consideradas incompatíveis com a renda declarada;
  • Possíveis inconsistências fiscais.

O Ministério Público sustenta que parte dos valores teria ligação com uma estrutura financeira atribuída ao PCC.

A denúncia afirma ainda que recursos teriam sido repassados por uma transportadora apontada como vinculada à organização criminosa.

No entanto, a defesa da influenciadora nega qualquer irregularidade e afirma que todos os seus rendimentos possuem origem lícita e regularmente declarada aos órgãos competentes.

Plano envolvendo Dubai chama atenção das autoridades

Um dos pontos que mais chamou atenção no caso envolvendo Deolane e PCC foi a suposta estratégia para internacionalização dos recursos investigados.

Segundo a decisão judicial, a apuração identificou discussões sobre uma possível reestruturação empresarial que teria como objetivo transferir patrimônio para fundos e empresas sediadas em Dubai.

Os investigadores afirmam que a movimentação teria como finalidade dificultar o rastreamento de ativos financeiros.

Na decisão, Dubai é citado em razão da existência de empresas offshore e estruturas societárias frequentemente utilizadas em operações internacionais de proteção patrimonial.

As autoridades ressaltam, entretanto, que a simples existência de empresas ou investimentos nos Emirados Árabes Unidos não configura crime, sendo necessário comprovar eventual origem ilícita dos recursos.

O que diz a acusação?

O Ministério Público aponta que o núcleo investigado utilizaria empresas e movimentações financeiras para ocultar recursos que teriam origem criminosa.

Entre os investigados citados na ação estão:

  • Marcos Willians Herbas Camacho (Marcola);
  • Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior;
  • Paloma Sanches Herbas Camacho;
  • Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho;
  • Everton de Sousa;
  • Deolane Bezerra.

Segundo os autos, parte das investigações foi baseada em relatórios financeiros, quebras de sigilo autorizadas judicialmente e outras diligências realizadas pelas autoridades.

Também são mencionados áudios que, segundo os investigadores, indicariam movimentações relacionadas ao armazenamento de valores em imóveis ligados à influenciadora.

Todas essas alegações ainda serão analisadas durante o processo judicial.

Defesa de Deolane nega ligação com organização criminosa

Após a aceitação da denúncia, os advogados da influenciadora divulgaram nota reafirmando sua inocência.

Segundo a defesa, Deolane não possui qualquer vínculo com organizações criminosas e irá demonstrar sua inocência ao longo da ação penal.

Os advogados afirmam que:

“Todos os meios de prova necessários serão utilizados para afastar qualquer alegação de ilicitude ou conduta criminosa.”

A defesa também sustenta que o patrimônio da influenciadora possui origem legal e foi construído a partir de suas atividades empresariais e da atuação nas redes sociais.

Bens de luxo foram bloqueados pela Justiça

Outro ponto de destaque da investigação envolve o bloqueio de bens considerados de alto valor.

A Justiça determinou o sequestro de veículos registrados em nome da influenciadora ou de empresas ligadas a ela.

Entre os bens mencionados no processo estão:

  • Lamborghini Huracán;
  • Mercedes-Benz AMG G63;
  • Cadillac Escalade.

O objetivo da medida é garantir eventual ressarcimento ao Estado caso haja condenação futura.

O que acontece agora?

Com a aceitação da denúncia, inicia-se oficialmente a ação penal.

Nesta etapa, serão realizadas:

  • Audiências;
  • Oitivas de testemunhas;
  • Produção de provas;
  • Apresentação de laudos;
  • Defesa dos acusados.

Somente ao final desse processo a Justiça decidirá se os réus são culpados ou inocentes.

Por isso, o caso envolvendo Deolane e PCC ainda está longe de um desfecho definitivo.

Deolane foi condenada?

Não. Deolane se tornou ré após a Justiça aceitar a denúncia apresentada pelo Ministério Público. O processo ainda será julgado.

O que significa virar ré?

Significa que a Justiça entendeu existir indícios suficientes para iniciar uma ação penal e analisar as acusações.

O que a investigação sobre Deolane e PCC diz sobre Dubai?

Segundo os investigadores, haveria um plano para reestruturar empresas e transferir patrimônio para estruturas financeiras nos Emirados Árabes Unidos.

Quanto dinheiro teria sido movimentado?

Relatórios citados no processo apontam movimentações de aproximadamente R$ 27 milhões.

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Conteúdo elaborado pela Direção de Redação do Portal Raniely Carvalho, com produção realizada por equipe graduada e especializada, seguindo critérios técnicos e editoriais.
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